Arquivo da categoria: Araguaína Tocantins

Araguaína – TO ( Pará – PA , Maranhão – MA )

Propriedade de Tocantins investe em genética bovina

Maurício Palma Nogueira, em visita à Faz Vale do Boi, ao lado de Epaminondas e Paulo Henrique.

Estabelecimento é exemplo de gestão profissionalizada. Fazenda é toda informatizada, com custos extremamente controlados e planejamento de recuperação de pastagens.

Xinguara, Pará – Na busca de um melhor rendimento na atividade rural, o mineiro Epaminondas de Andrade resolveu investir na pecuária, mas totalmente voltada ao melhoramento genético dos animais, com vendas de reprodutores e matrizes de gado nelore. “Faço genética para produzir carne de melhor qualidade, que é uma tendência na pecuária brasileira”, disse o proprietário da Fazenda Vale do Boi, na cidade de Carmolândia, no interior de Tocantins.

O estabelecimento de Andrade é um exemplo de gestão profissionalizada. Apesar de a fazenda – que faz cria, recria e engorda de animais – ser gerida por ele e seus dois filhos, Paulo e Ricardo, ela é toda informatizada, com custos extremamente controlados e planejamento de recuperação de pastagens.

“Todo o melhoramento genético é da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)”, explica o pecuarista que está há mais de 40 anos no ramo. O rebanho atual é de 3 mil cabeças de gado, sendo o giro anual de 800 cabeças/ano. Essa profissionalização vem do histórico profissional do proprietário, que antes de ter a fazenda em Tocantins, fez carreira em empresas do setor em São Paulo.

“Chegamos a trabalhar com um rebanho de 3,6 mil cabeças, mas tivemos que reduzir em virtude da crise. Estamos assustados com o que está acontecendo na pecuária. Meus clientes estão descapitalizados e as parcelas fechadas nas vendas em leilões não estão pagando nem os custos”, declarou o pecuarista. “O mercado de touros é o primeiro a sofrer o impacto. O problema é que, quando há alta, é o último a reagir. Temos uma pressão muito forte por produtividade”, completou o filho Ricardo, ressaltando que as margens da fazenda estão sendo cada vez mais apertadas, mas ainda são maiores do que estabelecimentos com rebanho comercial.

Seca

De acordo com o pecuarista, em 2010, a região onde se localiza a Fazenda Vale do Boi ficou cinco meses seguidos sem chuva. Neste ano, já se aproxima dos três meses sem precipitações. “O rio tá seco e não estamos conseguindo fazer a irrigação direito. Tem gente aqui que está vendendo gado antes do tempo, porque até tem pasto, mas os bois não têm água para beber”, informou Andrade. Ele está fazendo, por conta própria, um miniduto a partir de um lençol freático descoberto nas suas terras e há planos de outros. “Boi meu daqui a pouco não vai beber água de córregos e nem riachos”, disse. “Esse é um ótimo exemplo de sustentabilidade”, destacou o diretor da Bigma Consultoria, Maurício Palma Nogueira.

Questionado se já pensou em repassar seu conhecimento para outros pecuaristas da região, Epaminondas disse que até tenta, mas a resistência é muito grande. “O problema na pecuária é cultural. Quando falo o que faço na minha fazenda, ninguém acredita, dizem que sou louco. Por exemplo, eu cuido bem das pastagens, porque quero colher os ‘frutos’ delas o ano inteiro e não somente no período quando quero vender os animais”, declarou.

http://www.srb.org.br/modules/news/article.php?storyid=5874

Shopping Vale do Boi comercializou mais de 90 animais

Shopping Vale do Boi 2012Mais de 200 pessoas estiveram presentes no Shopping Vale do Boi, evento promovido pela Fazenda Vale do Boi, de Araguaína (TO), no último dia 2 de junho. Foram disponibilizados 130 touros avaliados e 20 matrizes da raça Nelore. Dos 130 touros, 26 são filhos diretos do touro Imperador VB da Vale, integrante da bateria da CRV Lagoa, uma das apoiadoras do evento.

“A Fazenda Vale do Boi é uma grande referência em melhoramento genético aplicado a rebanhos Nelore PO, utilizando touros melhoradores de nosso portfólio e sendo uma fonte também, através do Imperador. Aliás, a progênie dele é destaque em precocidade de acabamento de carcaça com muita musculosidade”, relata Ricardo Abreu, gerente de produto Corte Zebu da Central, que também foi representada pelo consultor de campo na região, André Carreira.

Shopping Vale do Boi 2012A Fazenda Vale do Boi é o criatório de origem do touro Imperador VB da Vale, destaque do Centro de Performance (CP) em 2007 e um dos recordistas em venda de sêmen do portfólio da CRV Lagoa.

Para o proprietário da fazenda, Epaminondas de Andrade, o evento foi bastante proveitoso para atrair novos interessados em adquirir animais geneticamente superiores. “Diferentemente de um leilão, esse tipo de evento tem compras mais técnicas e bem direcionadas, indo de acordo com as necessidades de cada criador. Vendemos mais de 90 animais e tivemos uma média de R$ 7.250 para machos e R$ 5.500 para fêmeas. Muitos dos produtos foram filhos de touros da CRV Lagoa, que é nossa parceira há mais de 20 anos. Tivemos um público de qualidade, vindo de vários Estados, como Tocantins, Maranhão, Pará e São Paulo. Foi interessante também pelo intercâmbio de informações, especialmente sobre melhoramento genético, o foco do nosso trabalho”, ressalta.

Mais informações sobre os produtos e serviços da CRV Lagoa podem ser obtidas pelo telefone (16) 2105-2299, pelo site www.crvlagoa.com.br ou através da equipe de consultores de campo da Central espalhada por todo o Brasil.

http://www.crvlagoa.com.br/noticias_texto.asp?id=1&idS=2&idN=1598

Brado e Macuni – Progênies são destaque na Fazenda Vale do Boi

Matrizes VBV
Matrizes VBV

O gerente de produtos Nelore, Gabriel Sandoval e o regional, Napoleão, de Araguaína-TO, visitaram a Fazenda Vale do Boi, que fica em Carmolândia-TO, a pedido do distrital Ricardo Ramos, onde puderam conferir o resultado de produção de touros da Alta.

A fazenda Vale do Boi possui um rebanho de 1.200 matrizes e comercializa anualmente 250 a 300 touros. Com foco na seleção para precocidade, rusticidade e fertilidade, a fazenda Vale do Boi seleciona, há mais de 30 anos, reprodutores e matrizes Nelore e busca constantemente melhorar seus índices de produtividade através da aplicação de novas tecnologias, adoção de práticas de manejo de pastagens e utilização de touros melhoradores, como os touros Brado e Macuni.

Fazenda Vale do Boi
Fazenda Vale do Boi

Gabriel Sandoval destaca os resultados alcançados: “A Vale do Boi nos orgulha pelo trabalho sério e consistente desenvolvido ao longo dos anos e é gratificante ver produtos de alto potencial genético como as progênies dos touros Brado e Macuni que demonstram precocidade e rusticidade, características intensamente trabalhadas”.

A propriedade, que trabalha com o programa de melhoramento genético dos zebuínos (PMGZ), é referência no Tocantins e seu proprietário, Sr. Epaminondas, recebeu a comenda Mérito ABCZ 2012, uma homenagem aos criadores que contribuem para o melhoramento da pecuária nacional.

Progênie VBV
Progênie VBV

Ricardo Andrade, gestor e proprietário da Fazenda, destacou a importância da presença da equipe Alta. “Quero agradecer a visita que por sinal foi muito proveitosa, pois somos ávidos a novas informações sobre nossa área de atuação (Genética)”.

http://www.altagenetics.com.br/novo/noticias/Ler.aspx?nID=848

Shopping Vale do Boi é sucesso de público nesse sábado

Shopping Vale do Boi 2012Com a presença de centenas de pecuaristas dos Estados do Tocantins, Maranhão e Pará, a programação de negócios da Expoara 2012 iniciou nesse sábado, 02 de junho, com o Shopping Vale do Boi, na Fazenda Vale do Boi. Foram ofertados 130 animais em lotes a pasto com IQG positivo no PMGZ, além de 20 novilhas e vacas PO com prenhes de reprodutores líderes no Sumário Nacional de Touros da Raça Nelore.

Organizador do evento, o pecuarista Epaminondas de Andrade explicou que a cada ano o Shopping tem atraído mais compradores. “A receptividade do Shopping tem sido grande e esse sistema é para atender melhor nossa clientela, pois aqui, eles compram com tranquilidade, com conforto, conversam e ainda encontram outros pecuaristas. A cada ano, tenho sido muito feliz com o Shopping.”Shopping Vale do Boi 2012

O evento aconteceu durante todo o dia e reuniu pecuaristas de diversas localidades como Jaldair Gomes que veio da cidade de Estreito – MA para participar do Shopping. “Ficamos sabendo do Shopping e viemos em um grupo de 10 pecuaristas para cá. Gostei dos animais e do atendimento. No próximo ano, vamos comprar mais”.

Shopping Vale do Boi 2012Presente no evento, o secretario estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jaime Café, explicou sobre a importância da Expoara para a região, pois nela o produtor pode mostrar toda a pujança do seu trabalho em diversas áreas. “É uma das melhores exposições do Brasil e muito bem regida pelo presidente e toda diretoria. Sabemos da importância dela para a economia do Tocantins e da seriedade que é tratada a Expoara. E o retorno está em melhores condições de produção, melhores condições para o trabalhador e a cidade ganha com produtos de qualidade.”

Para o presidente do Sindicato Rural de Araguaína – SRA, Wanderlei Monteiro de Araújo Filho, o Shopping Vale do Boi abre com chave de ouro a Expoara 2012 e é um evento que vem crescendo a cada ano. “Nossas expectativas são as melhores possíveis e o Shopping vem se consagrando dentro da programação da exposição. Epaminondas tem trabalhado seriamente com os Nelores, sendo reconhecido nacionalmente por isso.”

Vale do Boi

A Fazenda Vale do Boi está localizada na TO-164, município de Carmolândia – TO, 27 km de Araguaína, região norte do Estado do Tocantins e sul dos Estados do Pará e Maranhão. A Vale do Boi produz e comercializa reprodutores e matrizes Nelore de alta qualidade genética por mais de 30 anos. Busca permanentemente melhorar a capacidade de seus produtos em transmitir precocidade, rusticidade, fertilidade e rendimento de carcaça, características essenciais para melhorar a rentabilidade dos rebanhos de seus clientes.

O resultado do programa de melhoramento genético, da aplicação de tecnologia e modernas práticas de manejo são demonstrados através dos excelentes resultados obtidos no Sumário Nacional de Touros Raça Nelore (ABCZ/Embrapa), Certificado Especial de Produção (PMGZ/ABCZ), Premio MPE Brasil (MBC/SEBRAE) entre outros.

Reprodutores Nelore produzidos pela Vale do Boi estão presentes nas melhores centrais de inseminação artificial do país e em exposição permanente na Fazenda.

http://portalsra.com.br/noticia.php?l=fc51670ad9b17cac76483fceb728a2af

Fazenda Vale do Boi realiza hoje seu Shopping

Com um dos rebanhos mais reconhecidos nacionalmente, a Fazenda Vale do Boi, localizada no município de Carmolândia, realiza nesse sábado, dia 02 de junho, seu Shopping 2012. Serão ofertados 130 reprodutores Nelore com IQG positivo no PMGZ, além de 20 novilhas e Vacas PO com prenhes de reprodutores líderes no Sumário Nacional de Touros da Raça Nelore. O pré-catálogo com dados dos animais e seus índices genéticos podem ser encontrados na página da Vale do Boi na Internet (www.valedoboi.com.br).

A Vale do Boi vem produzindo e comercializando reprodutores e matrizes Nelore de alta qualidade genética por mais de 30 anos. Busca permanentemente melhorar a capacidade de seus produtos em transmitir precocidade, rusticidade, fertilidade e rendimento de carcaça, características essenciais para melhorar da rentabilidade dos rebanhos de seus clientes.

O resultado do programa de melhoramento genético, da aplicação de tecnologia e modernas práticas de manejo são demonstrados através dos excelentes resultados obtidos no Sumário Nacional de Touros Raça Nelore (ABCZ/Embrapa), Certificado Especial de Produção (PMGZ/ABCZ) , Premio MPE Brasil (MBC/Sebrae) entre outros.

A expectativa é que grandes pecuaristas se façam presentes, e possam realizar bons negócios, pois os reprodutores Nelore da Vale do Boi estão presentes nas melhores centrais de inseminação artificial do pais e em exposição permanente na Fazenda.

http://www.ojornal.net/horaemhora/index.php/noticias/33428-fazenda-vale-do-boi-realiza-hoje-seu-shopping-de-bois.html

Pecuaristas Tocantinenses marcam presença, e recebem homenagem na Expo Zebu 2012

Epaminondas de Andrade - Mérito ABCZ 2012
Epaminondas de Andrade - Mérito ABCZ 2012

Com um rebanho reconhecido nacionalmente, a Nelore Tocantins, através do Pecuarista Epaminondas de Andrade, se tornou destaque na Expo Zebu 2012.

Com uma gestão de excelência, a Fazenda Vale do Boi, localizada no município de Carmolândia, mais uma vez se tornou referência nacional, foi durante uma homenagem da Expo Zebu 2012, onde Epaminondas de Andrade recebeu o mérito ABCZ, uma comenda por serviços prestados a Pecuária Brasileira.

Com mais de 40 anos dedicados a Pecuária, Epaminondas de Andrade sempre teve a integração e o investimento em tecnologia como princípios para a gestão da fazenda Vale do Boi, e destacou também a importância da integração da sua família e seus colaboradores, que unidos em prol do crescimento da fazenda, trabalham integrados nesse objetivo.

Durante as atividades, a presidente da Nelore Tocantins, Marcilene Melo, visitou o escritório da Nelore Brasil em Uberaba, ocasião esta que ficou firmada a parceria entre Nelore Tocantins e Nelore Brasil, para realizar o I Circuito da Pecuária Sustentável, que ira abranger vinte estados da nação e o primeiro evento será sediado em Palmas na sede da FAET, e tem data prevista para o mês de junho, e dentre as inúmeras atividades, destacam–se a presença do renomado palestrante Wagner Pires, que ira discutir sobre a qualidade das pastagens tocantinense, esse evento é promovido pela Universidade do boi e da carne em parceria com essas entidades.

Para Marcilene Melo esse reconhecimento da qualificação do rebanho tocantinense, vem a somar com as ações de sua gestão a frente da ACNT, que busca sempre valorizar e reconhecer o trabalho dos pecuaristas tocantinenses.

http://conexaoto.com.br/2012/05/14/pecuaristas-tocantinenses-marcam-presenca-e-recebem-homenagem-na-expo-zebu-2012
http://www.portalct.com.br/negocios/2012/05/14/43676-nelore-tocantins-firma-parceria-com-a-nacional-para-realizar-o-i-circuito-da-pecuaria-sustentavel

Presidente da ABCZ enfatiza profissionalismo e importância do setor pecuário

ExpoZebu 2012Aberta oficialmente na manhã desta quinta-feira (03/05), em Uberaba/MG, a 78ª ExpoZebu (Exposição Internacional das Raças Zebuínas) com a presença do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, do Governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e diversas autoridades, dentre embaixadores, senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, entre outros representantes de órgãos públicos.
A solenidade foi iniciada por volta das 10h, no Parque Fernando Costa, com o pronunciamento do Governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Logo após o pronunciamento do governador, os homenageados com o Mérito ABCZ receberam a comenda das mãos dos diretores da ABCZ. Foram homenageados os criadores de raças zebuínas Djalma Bezerra (Ananindeua/PA), Epaminondas de Andrade (Araguaína/TO), José Francisco Junqueira Reis (Lins/SP), Torres Lincoln Prata Cunha (Uberaba/MG), o reitor da Universidade de Uberaba e criador Marcelo Palmério (Uberaba/MG), o presidente da Embrapa Pedro Antonio Arraes Pereira e o presidente da Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores (ANCP) Raysildo Barbosa Lôbo. Na Categoria Internacional, foi homenageada a criadora da Bolívia Nancy Peña de Roca. Já na Categoria Funcionário, o responsável pelo Escritório Técnico Regional da ABCZ em Salvador, Simeão Machado Neto.
NA sequência, o presidente da ABCZ, Eduardo Biagi fez seu pronunciamento, no qual ressaltou o profissionalismo, a importância e a contribuição do setor agropecuário para o Brasil, com ênfase no trabalho dos produtores. “Progressistas, modernos e inovadores de fato na economia brasileira são os produtores rurais e profissionais voltados para a produção agropecuária. O produtor rural faz por merecer maior valorização como interlocutor no debate político, na formulação das políticas públicas, nas discussões sobre a vida nacional. Um tratamento livre dos estigmas e preconceitos que são reveladores, sobretudo, dos ranços e da pobreza de espírito daqueles que os enunciam, mas que nos prejudicam em nossas atividades econômicas”, afirmou.
Biagi destacou ainda que o Brasil é o único país capaz de aumentar a sua produção num ritmo que atenda a essa demanda. “Não precisamos de mais áreas de pastagens; precisamos apenas de difundir mais informação, conhecimento e tecnologia para os médios e pequenos produtores, para que a transformação da nossa realidade seja uniforme e seus resultados se multipliquem. Este é um desafio para ABCZ e para as entidades irmãs na promoção das raças zebuínas, mas é um desafio também para as políticas públicas e a sociedade”. Outros pontos destacados pelo presidente da ABCZ foram a necessidade de aliar preservação ambiental com a produção de alimentos e o papel decisivo das raças zebuínas na produção de carne e leite de qualidade.
Após o pronunciamento do presidente da ABCZ, o ministro Mendes Ribeiro Filho discursou para o público presente. A cerimônia foi encerrada com a abertura oficial da campanha de combate à febre aftosa no estado de Minas Gerais, com a presença de representantes do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), responsável pela sanidade dos animais no estado.

http://www.abcz.org.br/Noticias/Noticia/38528

Epaminondas de Andrade receberá homenagem da ABCZ

Pecuarista, proprietário da Fazenda Vale do Boi e do touro Imperador, destaque da bateria Nelore da CRV Lagoa, receberá o prêmio Mérito ABCZ 2012 – Categoria Nacional na ExpoZebu.

Epaminondas de Andrade recebendo prêmio de gestão do Sebrae em 2010
Epaminondas de Andrade recebendo prêmio de gestão do Sebrae em 2010

O pecuarista Epaminondas de Andrade, proprietário da Fazenda Vale do Boi, localizada em Araguaína (TO), e grande parceiro da CRV Lagoa, receberá no próximo dia 03 de maio, durante a ExpoZebu 2012, o prêmio Mérito ABCZ 2012 – Categoria Nacional, em reconhecimento aos relevantes serviços que tem prestado à pecuária nacional.

“Recebemos essa notícia com grande alegria, pois Epaminondas de Andrade é um dos grandes nomes da pecuária nacional, exemplo para os novos pecuaristas e esse reconhecimento por parte da ABCZ é mais do que merecido. A CRV Lagoa parabeniza esse grande parceiro e, com certeza, marcará presença na homenagem”, destaca Ricardo Abreu, gerente de produto Corte Zebu da Central.

Um dos exemplos da parceria de sucesso entre Epaminondas de Andrade e a CRV Lagoa é o touro Imperador, da raça Nelore, fruto do trabalho da Fazenda Vale do Boi, que consagrou-se Top no Centro de Performance CRV Lagoa 2007 com Índice CP de 11,59 pontos, um dos líderes da raça, ficando na frente de 180 animais.

O touro passou a integrar a bateria Nelore da Central e é um dos campeões de venda de sêmen. “Seu pedigree é consistente para peso e longevidade reprodutiva, através dos genearcas Ganhoso e Legat. É um touro de frame moderado, que alia beleza racial com características econômicas. A velocidade na pecuária moderna é essencial e Imperador demonstra isso. Com apenas seis anos de idade, possui mais de 110 filhos avaliados no sumário ABCZ 2011, sendo o 2º melhor touro de IQG, a frente de mais de 33.000 touros”, conclui Ricardo Abreu.

http://www.crvlagoa.com.br/noticias_texto.asp?id=1&idS=2&idN=1502

Tocantins: O caçula que nasceu grande

Revista ABCZ nº63 julho – agosto • 2011

Pelo Brasil – Tocantins

Em um país de dimensões continentais, tudo começa grande, inclusive o mais novo dos Estados da nação. Aquele que corre para recuperar – e está conseguindo – o tempo em que ficou à sombra de um território que se desenvolveu mais ao sul. Tocantins, pouco menor que o Equador, maior que a Nova Zelândia, surgiu da preocupação do povo do norte de Goiás com o subdesenvolvimento, em função de Goiânia, a capital, estar mais ao sul e também próxima de Brasília, a nova Capital Federal. Ao invés de buscar olhares de Goiás, a região resolveu se emancipar. Por 38 anos, contando a partir de 1.950, foi muita luta, articulação política e apresentação de projetos, até que em outubro de 1.988 desabrochou no Pavilhão Nacional em forma de estrela o girassol que representa até hoje o Estado do Tocantins, instaurado oficialmente em janeiro de 1.989 como o nono maior Estado brasileiro.

O norte de Goiás ganhava vida e nome próprios, com 44% da área do antigo Estado, 139 municípios espalhados por 277,3 mil km² e povoados com 1,38 milhão de habitantes. Uma economia pautada no agronegócio em suas oito microrregiões de cerrado, campos limpos, florestas equatorial e tropical com estações bem definidas, pluviosidade de até 2.000 mm/ano e riqueza vegetal onde se destacam madeiras-de-lei e o babaçu, do qual o Tocantins é o terceiro maior produtor do país. Tudo isso banhado por rios de relevância na bacia local, a lembrar: Araguaia, Tocantins, Javaés, Maranhão, entre outros.

Desenvolvimento

O caminho do desenvolvimento apareceu com a maior aptidão do novo Estado: abrir fronteiras agrícolas que atraíssem o maior número de investidores possível, através de facilidades fiscais. As terras então “esquecidas” de outrora se tornaram agricultáveis e hoje a economia é pautada em agroexportações. Cada governo que assume, como foi o último caso do governador José Wilson Siqueira Campos, que está em seu quarto mandato, promete e consegue cumprir o plano de desenvolvimento rural como base da economia crescente. Nesse cenário, a soja, com 89% de domínio no êxodo agrícola, e a carne bovina, na pecuária, lideram as estatísticas. Metade do território tem vocação agrícola. Da área total do Estado, que beira os 28 milhões de hectares, 7,5 milhões de hectares são pastagens ocupadas por 8 milhões de cabeças de gado e 600 mil hectares formam as lavouras tocantinenses. Resta ainda 7 milhões de hectares a serem explorados. E o campo é o caminho do crescimento. A cana-de-açúcar vai ocupar boa parte dessa área, já que no estudo “Rota do Álcool” do governo do Estado existe a projeção para os próximos dez anos de instalação de 24 usinas de etanol (600 mil hectares) e 20 usinas de biodiesel (200 mil hectares).

Desde já se observa recordes batidos este ano na produção agrícola. A Secretaria de Agricultura do Estado (Seagro) divulgou crescimento de 13,3% na produção de grãos em relação à safra passada, atingindo 2,1 milhões de toneladas, dos quais praticamente a metade é soja, com destaque também para o milho. Números que crescem em área plantada e produtividade (a soja rende 3.100 kg/ha), tornando o Tocantins responsável por 46% da produção de grãos da região Norte do Brasil. Segundo agrônomos da Seagro, os fatores favoráveis aos últimos índices de crescimento foram preços estáveis, utilização de insumos e adubos mais bem planejada, sementes certificadas, clima favorável e melhoria do solo com o desenvolvimento agrícola do Estado. Isso tudo caminha com a forte vocação também pecuária de todo o Tocantins, que tem apresentado uma produtividade exemplar.

Modernidade

O Tocantins completou em maio 14 anos sem a febre aftosa, resultado de um índice de 99,52% de imunização do seu rebanho, que hoje está em 7.982.351 cabeças, segundo último censo da Agência de Defesa Agropecuária, Adapec. “Conquistamos a liberação de trânsito na extinta Zona Tampão depois de 11 anos lutando para termos uma unificação sanitária no Estado. Além disso, a arroba do boi subiu 25% e a emissão de GTA em alguns municípios superou 100% no comparativo de janeiro a março do ano passado”, escreveu no site da agência o presidente da Adapec, Geraldino Ferreira Paz. Detalhe, o Tocantins continua sua marcha com modernidade, já que as GTAs hoje são emitidas eletronicamente.

O resultado é que a pecuária evoluiu demais, com qualidade, valor agregado, responsabilidade ambiental e social, além de produtividade. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2011 a produção de carne superou 1,6 milhão de quilos com o abate de 9,6 mil animais, números que ajudarão a suplantar este ano o total de 126 mil animais abatidos em 2010 (21,3 milhões de quilos de carne produzidos).

Fruto de investimentos bem feitos em genética e em todas as ferramentas disponíveis para consolidar no mais novo membro da nação o melhoramento genético já verificado nessas terras.

Melhoramento

A ABCZ tem dois ETRs (Escritório Técnico Regional) no Estado e acompanha de perto essa evolução. Luiz Fernando de Paula Salim, responsável pelo ETR de Palmas (o outro fica em Araguaína), informa que dos 8 milhões de animais a predominância é da raça nelore, sendo que 3 milhões são matrizes com mais de 36 meses, reforçando a produção de bezerros, ainda que em diversas regiões do Estado se faça recria e terminação.

Com base no banco de dados da ABCZ, 90% dos 35 mil registros genealógicos realizados no Tocantins são de nelore, 6% de tabapuã, como o criado pelo Grupo Terra Grande, em Paraíso do Tocantins, oeste do Estado, e 2% da raça gir. Também o brahman vem mostrando resultados como o do criatório de Rubiquinho Carvalho, em Miranorte, também a oeste.

Segundo Salim, a melhoria das condições de comercialização gerada pela Ferrovia Norte-Sul e o eixo Leste-Oeste permitiu o segundo boom de crescimento da região – o primeiro foi a própria criação do Estado do Tocantins, em 1988. “Essa condição fortalecerá ainda mais a demanda por animais mais produtivos, que proporcionem melhores taxas de desfrute na pecuária”, entende o técnico da ABCZ.

Segundo ele, o IQG (Índice de Qualificação Genética) da ABCZ no Tocantins, além de funcionar como critério de seleção porteira adentro, também é critério de comercialização fora da propriedade. “Nos leilões, os lotes mais valorizados são justamente aqueles com melhor avaliação genética”, atesta.

Seja em Gurupi, Aparecida do Rio Negro, Divinópolis, Araguaína ou qualquer outra praça pecuária, a manchete de toda criação no Tocantins é pasto. Apesar de as exposições revelarem referência genética internamente no Estado, o fruto de cada animal julgado precisa se revelar no campo. “Esse é um dos aspectos principais por aqui, todo mundo está aderindo aos programas de melhoramento genético em busca de produtividade”, completa.

Números

Hoje são muitos os pecuaristas que se utilizam da ferramenta números para atingir resultados econômicos. Um dos primeiros foi Epaminondas de Andrade, que seleciona nelore a pasto há mais de 30 anos na Fazenda Vale do Boi, em Carmolândia, norte do Estado. Ele introduziu em Tocantins o Controle de Desenvolvimento Ponderal e inaugurou em 1997 as provas de ganho de peso que incrementaram o sistema de avaliação entre os colegas locais. Ganhou algumas provas do Circuito Boi Verde, da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), e descobriu que não havia outro caminho a seguir na pecuária a não ser o de resultados. E com uma raça que dispensa justificativas para isso.

“Descobri logo no começo desse trabalho de 40 anos de pecuária que o nelore é uma raça para se produzir industrialmente”, conta. Daí começaram os estudos para tornar isso viável.

Misturando isso tudo com a estratégia de diversificar os tipos de capim oferecido ao gado nas pastagens bem irrigadas em climas bem definidos que o Tocantins proporciona naturalmente, fica fácil entender como a Fazenda Vale do Boi conseguiu se destacar na produção de tantos animais melhoradores.

Epaminondas de Andrade foi o primeiro a vender touros com exame andrológico, o que resultou em credibilidade no mercado local. Resultado: mais de 2 mil reprodutores vendidos para Tocantins e os vizinhos de Maranhão e Pará.

Os certificados que já recebeu do Sebrae e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por causa desse pioneirismo e excelência só atestam os vários touros que a empresa já colocou em centrais de inseminação artificial pelo Brasil.

http://issuu.com/revista_abcz/docs/abcz_63

Risco para a tropa

Revista DBO nº 370 – Ago 2011

Pastagens | Manejo

Surtos de cólicas em equídeos após ingestão de capins do gênero Panicum  dizimam os animais de serviço na região Norte.

Prejuízos gerados por surtos de cólica em equídeos no bioma amazônico continuam a preocupar pecuaristas e pesquisadores. Ao pastejar áreas de Panicum maximum, como Massai, Mombaça e Tanzânia, na época da rebrota, os animais apresentam quadro de cólica aguda e parte deles morre horas depois. Embora os primeiros casos tenham sido registrados em 2001, ainda não foi identificado o agente causador. Sabe-se apenas que as complicações surgem na época das chuvas, principalmente no início do período, quando ocorre a rebrota, em Estados do Norte, como Acre, Maranhão, Pará, Amazonas, Tocantins e norte do Mato Grosso.

Os sintomas são semelhantes aos das cólicas comuns. Os equídeos apresentam timpanismo e dilatação abdominal, gerados pela parada dos movimentos intestinais e pela alta produção de gases. As mucosas congestionam-se e, em alguns casos, ocorre refluxo nasal. Devido às fortes dores, alguns animais contorcem-se no solo, enquanto outros permanecem em posição conhecida como de “cão sentado”.

O tratamento consiste em retirar a tropa do pasto imediatamente e aplicar analgésico. A seguir, estimulam-se os animais a andar, o que auxilia no funcionamento do intestino. Em casos graves, intervem-se com a introdução de uma sonda no aparelho respiratório, a fim de reduzir a pressão abdominal. “O emprego da sonda traz bons resultados, e, sob a orientação do veterinário, qualquer pessoa pode executar o procedimento”, afirma José Diomedes Barbosa Neto, pesquisador da UFPA Universidade Federal do Pará. Depois de adotados esses procedimentos, a taxa de mortalidade caiu de 60% para 40%.

Diomedes, que há oito anos coordena pesquisas sobre o tema, estima que 30 mil animais entre cavalos, burros e jumentos, morreram nos últimos 10 anos, em decorrência dos surtos de cólica. O número elevado preocupa pecuaristas da região, que se têm ressentido da carência de tropa de serviço. Em 2008, em apenas um dia, a Fazenda Vale do Boi, de Carmolândia, no norte do Tocantins, perdeu 16 animais, entre muares e equinos. “Conseguimos salvar a maioria com a medicação e os tratos, mas o prejuízo foi grande”, diz o proprietário Epaminondas de Andrade. Quem atendeu o caso foi o médico veterinário Marco Augusto Giannoccaro da Silva, da Universidade Federal do Tocantins. “Naquele ano, socorri mais de 100 animais. Foi um período de altos índices de surtos na região”.

Neste ano, o fazendeiro Ricardo Alonso, da Fazenda Elge, em Paraíso do Tocantins, teve um prejuízo superior a R$ 30.000 com a morte de animais da tropa. “Eu havia acabado de comprar algumas matrizes, R$ 1.500 reais por cabeça”, afirma ele.

SINAIS – É forte a suspeita de que o problema esteja associado à ingestão do capim Massai. O Massai é uma das três cultivares de Panicum desenvolvidas pela Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande, MS.A instituição iniciou as pesquisas sobre essas gramíneas em 1982, para oferecer melhores opções aos pecuaristas. Foram lançados o Tanzânia, em 1990, e o Mombaça, em 1993. Devido à susceptibilidade de diversos cultivares ao ataque da cigarrinha-das-pastagens, a Embrapa lançou em 2001 o Massai, resistente a ela, depois de ter realizado pesquisas em sete Estados: Acre, Piauí, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins, Rondônia e Distrito Federal. Graças às suas características de rápida brotação no início das chuvas e de ótima cobertura de solo, a cultivar difundiu-se rapidamente.

Informados do problema, pesquisadores da Embrapa, em workshop realizado em 2009, lançaram o Comunicado Técnico 114, no qual advertem que em regiões de ocorrência da enfermidade, deve evitar-se, durante a época chuvosa, o pastejo exclusivo por equídeos das três cultivares de Panicum.

Valdemir Antônio Laura, chefe-adjunto de pesquisas e desenvolvimento da Embrapa Gado de Corte, enfatiza que a recomendação é não alimentar equinos com monocultura dessas variedades. Na página da Embrapa na internet sobre a a cultivar Massai, porém, não se faz ressalva para o seu uso por equinos na região amazônica. O texto encerra coma seguinte recomendação: “Preferencialmente para bovinos, ovinos caprinos e equinos”.

FALTA DE RECURSOS – O pesquisador Diomedes, observa que faltam recursos e pessoal para pesquisar sobre o problema. Ele informa que o projeto intitulado “Estudo da etiologia e de métodos profiláticos da cólica em equídeos pela ingestão de Panicum maximum no bioma amazônico” recebeu apenas R$ 120.000, dos R$ 400.000 necessários. Depois de ter pesquisado o problema por oito anos, ele levanta três hipóteses para a sua ocorrência, sendo amais provável a presença no capim Massai de saponinas, que são agentes do metabolismo secundário vegetal semelhantes a bactérias, caracterizados pela formação de espuma no tecido da planta, responsáveis pela intoxicação. “O trabalho perdeu consistência, porque sem recursos a reprodução do capim não pode ser feita no ambiente de seu crescimento em diferentes regiões, como a pesquisa exige”, lamenta.

Uma outra hipótese, segundo a pesquisadora Valíria Cerqueira, é a suspeita de que o clima amazônico transforma os carboidratos do capim em frutanas, um tipo de carboidrato de fácil digestão, que seria responsável pelo excesso de gases emitidos. O pesquisador Franklin Riet Correa, da UFCG – Universidade Federal de Campina Grande, PB, também investiga essa hipótese. “O problema pode ser causado pelos carboidratos facilmente fermentáveis. Mas a pesquisa requer muito tempo”, observa. Assim como no caso das saponinas, são necessárias áreas de cultivo para experimento em diferentes regiões e verbas para o projeto. A ausência de recursos deixou a pesquisa de Cerqueira estacionada.

Além dessas hipóteses, os pesquisadores levantam uma terceira – a existência de microrganismos endofíticos – fungos e bactérias – nos capins, responsáveis pela produção de alcalóides tóxicos. Porém, inexiste projeto de pesquisa que se ocupe dela.

Pesquisa registra problema semelhante em bovinos

Sintomas semelhantes aos manifestos em equinos foram identificados em bovinos sobre pastagens de Panicum na região amazônica. Levantamento feito em rebanhos leiteiros pelo pesquisador Franklin Riet Correa, da Universidade Federal de Campina Grande, PB, entre janeiro e maio de 2011, no município de Ourem, no nordeste do Pará, registra a sua ocorrência. Em experimento relatado por Franklin, por três vezes os animais foram retirados do capim Tanzânia, para evitar perdas na produção leiteira, depois de sete deles terem adoecido no início de janeiro. Exames identificaram a ocorrência de distensão abdominal. Detectou-se também a parada dos movimentos intestinais e a presença de excesso de gás no intestino. Apenas um animal apresentou cólica, e alguns tinham as fezes mais secas e outros, fezes pastosas em grande quantidade. “Percebe-se que os animais deixam de se alimentar devido à enfermidade”, diz o pesquisador.

Depois de identificado o problema, os animais foram retirados do Tanzânia e reinstalados no mesmo pasto, uma vez recuperados. No início de maio, outros cinco animais apresentaram sinais clínicos da enfermidade e foram retirados, mas se recuperaram-se em até quatro dias. No final do mês, outros sete animais voltaram a apresentar os mesmos sintomas, após oito dias de pastejo. Para Correa, isso é sinal evidente de que o Panicum também pode afetar os ruminantes. “O problema ocorre também em bovinos, mas em menor escala do que em equinos”, conclui Correa.

A pesquisa leva à suspeita de que a rotação nos piquetes, de 28 dias, fez com que os animais sempre consumissem o capim em brotação, período coincidente com o de índices mais elevados de cólica em equinos. A sugestão ao pecuarista é que espere um pouco mais até o capim amadurecer e evite o pastoreio do gado durante a rebrota.

Surto semelhante foi observado também em pastagens de Mombaça, no Pará, em abril. Ao serem introduzidos empastagens em brotação, bovinos de diferentes idades apresentaram sintomas semelhantes aos registrados no gado leiteiro de Pombal. Na primeira área, dezoito vacas, de um total de 60, apresentaram o problema, e o mesmo ocorreu em 60 garrotes de um lote de 140, quatro dias após terem sido introduzidos em pastagem de Mombaça na fase de rebrota.

Além do Mombaça, o Massai também apresentou problemas em bovinos. Na Fazenda Vale do Boi, no Estado de Tocantins, o proprietário Ricardo Andrade observou uma que da acentuada na taxa de prenhez em vacas e novilhas mantidas em pastagem de Massai. Em novembro de 2008, nenhuma de suas 40 matrizes emprenhou, depois de alimentadas exclusivamente com Massai. “É estranho, pois tanto o touro quanto as matrizes apresentaram bons índices em anos anteriores”, diz Ricardo. No ano seguinte, ele colocou um outro lote de 40 vacas, com outro touro, no mesmo pasto, para avaliar o resultado. A taxa de prenhez ficou em 12%, abaixo da média de 80% registrada nas demais áreas da fazenda. Em 2010, a área de Massai deixou de ser utilizada para alimentação de gado em reprodução. “Estamos substituindo por Mombaça, que sempre nos ofereceu bons resultados”, informa Ricardo.

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