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Vale do Boi no TOP 50 2021 dos maiores vendedores de touros do Brasil

TOP 50 2021 - Revista AG Jul/2021
TOP 50 2021 – Revista AG Jul/2021

A Fazenda Vale do Boi mais uma vez entre os Top 50 maiores vendedores de touros Zebuínos do Brasil, fruto de um trabalho sério e contínuo de melhoramento genético para produzir o Nelore de Resultado.

Investimento em genética funcional com alto rendimento a campo e novas estratégias de comercialização marcam o Ranking Top 50 Zebuíno 2021.

A vocação para a produção de reprodutores zebuínos, o alto investimento em tecnologia, em conhecimento, em capital humano e em gestão aliado a um novo olhar sobre a comercialização de genética para a produção de carne de qualidade em ambiente sustentável são marcas fortes dos primeiros dos maiores vendedores de touros zebuínos do Brasil, conforme aponta o Ranking Top 100 2021. Nesta edição do levantamento, realizado pela Revista AG em parceria com a Brasil com Z e pela Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha, a Fazenda Vale do Boi foi novamente destaque.

TOP 50 2021 - Maiores vendedores de touros do Brasil
TOP 50 2021 – Maiores vendedores de touros do Brasil

Para William Koury, zootecnista da Brasil com Z, “os produtores de touros, que são a semente melhoradora da pecuária, estão todos inseridos em programas de melhoramento, independentemente de ser CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) ou PO, controlado pela associação, o mercado tem buscado as certificações de qualidade do produto”. Ele afirma que não é algo que aconteceu de forma abrupta, e sim uma tendência que vem sendo acompanhada há pelo menos 20 anos. Se o mercado exige, o pecuarista atende, indo além dos números e certificações. Para Koury, isso não basta simplesmente para figurar entre os maiores ou participar dos programas. É preciso ter organização interna, e uma avaliação dentro de rebanho bastante forte. “A gestão destes projetos e a maneira como conduzem o processo de seleção tem sido fundamental, junto com o olho do selecionador na busca do animal mais produtivo e funcional”, destaca.

O que o Top 100 mostrou este ano é a tendência do que vem sendo observado desde que o levantamento começou: que o mercado de reprodutores no Brasil vem amadurecendo e se profissionalizando ano a ano. “Estar em uma seleta lista de 50 produtores de touros no País que tem a maior pecuária comercial do mundo é algo a ser comemorado”, provoca Koury. “É uma oportunidade de dar maior visibilidade para a marca, para a raça e para os programas de melhoramento nos quais esses rebanhos estão envolvidos, é sempre uma vitrine e esperamos que seja uma vitrine cada vez mais importante.”

Etapa de confinamento do ‘Zebu: Carne de Qualidade’

Após esta fase do programa, será realizado abate técnico com avaliação da qualidade da carcaça e a divulgação dos resultados na Expogenética 2021, em agosto.

Concluídos os 84 dias de avaliação, os mais de 100 exemplares da raça Nelore que participam da primeira edição do programa “Zebu: Carne de Qualidade”, mais uma vez surpreendem nos resultados da etapa de confinamento que busca proporcionar as condições de abate (peso e acabamento de carcaça).

Adobo VBV da Vale classificado superior na primeira fase do Programa Zebu Carne Qualidade com IPGP 106,2 (etapa PGP a pasto)
Adobo VBV da Vale classificado superior na primeira fase do Programa Zebu Carne Qualidade com IPGP 106,2 (etapa PGP a pasto)

Os animais foram submetidos a avaliação do consumo alimentar residual (CAR) em currais providos de cochos eletrônicos para avaliação de consumo e bebedouro eletrônico com balança de pesagem e desempenho em confinamento.

Nesta etapa, os garrotes apresentaram ganho de peso de 1,940 kg/dia enfatizando o potencial da raça Nelore para a produção intensiva de carne.

“Neste período os bovinos apresentaram consumo de matéria seca de 2,36% do peso corporal ou 12,74 kg de matéria seca por bovino/dia, conversão alimentar de 6,57 kg de matéria seca/kg de ganho de peso e eficiência alimentar bruta de 0,15 kg de ganho de peso/kg de matéria seca ingerida. Nesta avaliação 56 bovinos apresentaram CAR, ou seja, são mais eficientes na utilização de alimentos, o que representa 55,4% em relação ao grupo de animais. Isto demonstra o potencial da raça Nelore quanto a eficiência alimentar, permitindo que os programas de melhoramento utilizem esta característica dentro de suas avaliações, buscando o Nelore mais eficiente na utilização de recursos alimentares com impacto positivo na redução do custo de produção de carne”, destaca Leonardo Fernandes, pesquisador da Embrapa.

Foi realizada ainda avaliação de ultrassonografia da carcaça no final da prova e os animais apresentaram excelentes resultados.

Foi observado gordura intramuscular (IMF) de 2,44%, área de olho de lombo (AOL) de 104,42 cm2, espessura de gordura na costela (EGS) de 6,43mm e espessura de gordura na picanha (EGP) de 7,15mm. A AOL possui relação com o rendimento de carne e a composição da carcaça (relação músculo/osso). O IMF, EGS e EGP estão diretamente relacionados com a qualidade da carne.

Os resultados apresentados caracterizam carcaças de qualidade, principalmente por que ainda terão 30 dias de confinamento até o abate, melhorando estas características e ampliando a qualidade.

Para o presidente da ABCZ, Rivaldo Machado Borges Júnior, os resultados de desempenho em confinamento colocam o Zebu em lugar de destaque na pecuária intensiva brasileira. “Com o alto ganho de peso e qualidade da carcaça verificados neste trabalho, fruto de trabalho de melhoramento genético de mais de 100 anos, ininterrupto e com foco em desempenho nas condições tropicais. Conjuntamente com as avaliações de desempenho está sendo realizado também trabalho de avaliação do custo de produção no sistema proposto, e os resultados parciais indicam também eficiência econômica do sistema de produção, garantindo a sustentabilidade do processo”, destaca.

www.comprerural.com/etapa-de-confinamento-do-zebu-carne-de-qualidade

Touro Top ou Deca?

Iniciativa do PMGZ de classificar touros em Decas e não mais em Tops divide opiniões e reeducação do consumidor de genética parece ser a melhor saída.

(Foto: J. M. Matos)
Por Carolina Rodrigues

A mudança na metodologia de classificação dos animais participantes do Programa de Melhoramento Genético do Zebu (PMGZ) tem gerado debates frequentes, que recrudesceram em agosto, durante a Expogenética, em Uberaba, MG, quando o programa divulgou seu primeiro sumário de touros listados por Deca (de 1 a 10) e não mais por percentil (1% a 99% superiores).

Na nova classificação, o grupo Deca 1 reúne os 10% de animais que mais se destacaram nas avaliações; o Deca 2 corresponde aos 11% a 20% melhores e assim sucessivamente, até se chegar à Deca 10, que inclui os 10% pior avaliados. Com essa medida, o PMGZ hierarquizou os touros por faixas amplas. O grupo Deca 1, por exemplo, inclui 300.000 animais, ou seja, 10% de um universo de quase 3 milhões de indivíduos incluídos na base de dados da entidade.

Primeiro sumário PMGZ/Geneplus com animais classificados por Deca foi apresentado durante a Expogenética 2019.

O que isso significa na prática? Segundo produtores ouvidos por DBO, foram colocados, na mesma “gaveta”, touros com diferenças significativas de desempenho, o que tem gerado confusões. “No mês passado, realizei um leilão de 400 touros e 95% do meu catálogo era Deca 1. O problema é que, dentro desse grupo, haviam indivíduos com índice (iABCZ) 7 e outros com índice 30, ou seja, animais totalmente diferentes e que, pelo novo sistema de classificação, são iguais”, argumenta João Guilherme, dono da Fazenda Água Fria, de Xinguara, PA, que mantém 4.000 matrizes em avaliação no PMGZ. “Como explicar isso para o meu comprador?”, questiona.

Segundo o produtor, a classificação por Deca nivelou os projetos de seleção, que perderam seu diferencial. “Todos fomos colocados na mesma cesta. Criadores que fazem um melhoramento genético consistente e gente que nunca fez seleção de fato”, queixa-se João Guilherme.

Erros técnicos

A medida foi anunciada pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) em fevereiro deste ano, após a entidade constatar – com base em dados coletados a campo em todo o Brasil – que a variabilidade genética da raça Nelore estava sob risco, devido ao uso de um número restrito de touros classificados como Top 0,1%. A solução encontrada, segundo Luiz Antônio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ, foi optar pela Deca, visando destacar um leque mais amplo de linhagens e resgatar algumas alternativas genéticas que não estavam sendo utilizadas porque não alcançavam o seleto grupo dos 0,1%.

“O Top tecnicamente está errado e seu uso comercial também está errado” – Luiz Antônio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ.

“O conceito contém erros técnicos graves. O maior deles é eleger, como 0,1%, touros com acurácia deste tamanhinho, que, na avaliação seguinte, se mostram ruins. O Top leva à supervalorização de animais e ao uso excessivo de uma genética muitas vezes inconsciente. Tecnicamente está errado e o uso comercial também está errado”, pontua Josahkian, acrescentando que, nos últimos anos, alguns problemas funcionais foram incorporados à raça justamente por ter-se dado ao “número” tamanha força comercial.

Gilberto Honório, da Guto Assessoria, que seleciona animais para produtores em 60 leilões Brasil afora, confirma esse prognóstico. No ano passado, ele descartou 6.000 touros prontos para a venda devido a problemas relacionados à funcionalidade e caracterização racial. “É terrível o criador ter de descartar 20% de uma safra tratada, pronta, por causa desse tipo de problema. Independentemente da classificação adotada pelo programa, precisamos repensar essa situação, para ver se estamos fazendo acasalamentos adequados e como podemos minimizar erros”, avalia Guto. O assessor se diz a favor do percentil como ferramenta de seleção, mas alerta que o desempenho não deve sobrepor características essenciais e inerentes à preservação da raça Nelore. “São defeitos adquiridos, ou seja, problemas que a raça não tinha e que foram introduzidos”, diz ele.

A favor do percentil

Argeu Silveira, diretor técnico do Programa Nelore Brasil, da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores) pensa diferente. Para ele, alterar o sistema de classificação dos animais não garante isenção de tais defeitos. “O melhoramento consiste em usar os melhores e descartar os piores, inclusive em termos de funcionalidade. Essa é a regra universal de qualquer programa, mas o que descartar é decisão de cada técnico, cada criador”, salienta.

No Seminário da ANCP, realizado em maio, na cidade de Ribeirão Preto, SP, Silveira fez uma defesa pública do percentil, comparando dois touros: um Top 0,1% e outro Top 10%, que, no caso da Deca, teriam a mesma classificação. Considerando-se apenas uma característica (peso ao sobreano) o primeiro animal imprimia à progênie 32 kg a mais e o segundo, 16,67 kg. A diferença entre ambos era de 15,34 kg.

“Deca não vai reeducar o mercado, apenas criar confusões”
Ricardo Andrade, da Fazenda Vale do Boi, em Araguaína, TO

“Vamos considerar que o touro 0,1% trabalhou cinco anos, produzindo 30 filhos por ano e forneceu 150 filhos. Ao multiplicar esse número por 15,34 kg e considerando-se o valor médio de R$ 6 por quilo de PV, tem-se uma diferença, somente para peso ao sobreano, de R$ 13.806 do touro Top 0,1% para o 10%. Se eu agregar leite e outras características a essa conta, ela fica ainda mais interessante”, argumentou Silveira. Para ele, que já ministrou 50 cursos de acasalamentos dirigidos pelo País, não se deve preconizar o uso excessivo do Top 0,1%, nem menosprezar o TOP 10%, mas é importante utilizar percentis quando se precisa estimar claramente as diferenças econômicas de um touro para outro.

Sintonia fina

Ricardo Andrade, da Fazenda Vale do Boi, com sede em Araguaína, e participante do PMGZ desde 1975, concorda. Ele tem tido dificuldade processar as informações genéticas de seu rebanho e definir acasalamentos após a mudança de Top para Deca. “É difícil escolher animais dentro dessa enorme gaveta de 10 em 10. O valor da DEP está lá, mas não sei o que aquilo representa em relação ao grupo que o animal pertence. Qual a posição dele entre os 10% melhores? O percentil define melhor o ranqueamento do animal para determinada característica. É um preciosismo sim, mas necessário para quem faz seleção”, explica Andrade, que reivindicou mudanças à equipe técnica da ABCZ nos últimos meses. “Sei que existe uma corrida para se conseguir índices cada vez mais altos e não concordo com isso. Mas classificar os animais por Deca não vai reeducar o mercado, apenas criar confusões”, lamenta o criador.

Em rebanhos como o da Vale do Boi, percentil ajuda nos acasalamentos. (Foto: Divulgação Vale do Boi)

Segundo Josahkian, a ABCZ está discutindo estratégias para minimizar esses problemas internamente, mas afirma que a Deca continuará sendo a ferramenta utilizada pelo PMGZ para se comunicar com o mercado. A seu ver, os produtores de genética não terão problemas, pois podem fazer análises detalhadas por DEPs isoladas ou em conjunto. Já o comprador de touros PO terá um universo mais amplo para escolha dos animais no mercado, com dimensionamento comercial adequado.

Para Ricardo Abreu, gerente de fomento do PMGZ, essa é a principal contribuição da Deca. “Trabalhei 21 anos ligado às centrais de inseminação e vi excelentes touros Top 2% não serem indicados, nem utilizados, em detrimento de touros Top 0,1% que não eram necessariamente os melhores para o rebanho em questão”, diz Abreu. “De 1.000 animais Nelore contratados pelas centrais, 200 fornecem 90% das 4 milhões de doses comercializadas atualmente. Agora. pergunto: e os 800 restantes? A busca frenética pelo Top 0,1% está levando o mercado a poucas opções de pedigree nas centrais, mola propulsora da genética para os diferentes criatórios por todo o País”, acrescenta.

Comunicação é fundamental

Top ou Deca são simplificações de índices genéticos, calculados com base em diferentes características de interesse econômico, como ganho de peso, precocidade, qualidade de carcaça etc, cujo peso na ponderação final é definido por cada programa de melhoramento. Fábio Dias, diretor de relações com o pecuarista da JBS, relembra as primeiras discussões sobre os índices há 20 anos, das quais participou efetivamente no início de sua carreira ainda voltada para o melhoramento genético.

Eles nasceram da necessidade de se ter regras claras e auditáveis para escolha dos 30% melhores animais da safra nos projetos de CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), com preceito básico de comunicar ao criador o potencial genético de determinado animal em relação à sua base. Naquela época, lembra Dias, não se esperava tamanha absorção do conceito. “Se ele fez sucesso, é porque a comunicação com o produtor funcionou. E se alguém está vendendo melhor, é porque está se comunicando melhor. O sucesso do percentil tem feito, claro, o risco que ele causa”, opina Dias.

Para o zootecnista William Koury Filho,  que lida diariamente com um universo estratificado de fazendas na empresa BrasilcomZ, “ao se comunicar com o mercado por meio de dados tão precisos quanto o percentil (Top 1%) ou o permiliar ( Top 0,1%), os programas disseminaram informações que precisam de interpretação técnica para ser corretamente utilizadas”.

Fábio Dias alerta: “A unidade de medida que você usa para vender as coisas deve estar correlacionada ao progresso obtido que se tem. Vender elefante em gramas não faz sentido. Uma coisa é escolher um touro para central, decidir como utilizá-lo no acasalamento. Outra é vender touro com base na terceira casa depois da vírgula. Ninguém vê essa diferença e é até uma certa leviandade dizer que ela existe. Não se pode forçar a diferença em um processo de comunicação. Ela deve ser construída e instruída, já que nenhum índice oferece segurança para ser usado cegamente. Nenhum deles”, pontua Dias.

Juntando informações

Para resolver o problema, muitos programas de melhoramento que trabalham com Deca passaram a incorporar também o percentil ao valor absoluto de suas DEPs, nos últimos anos. Um deles é o Conexão DeltaGen, que foi criado há 40 anos e tem atualmente 63 fazendas associadas e 78.000 matrizes na base de avaliação. Há três anos, esse programa coloca as avaliações à disposição do associado com as duas informações.

“Temos clientes que falam em Deca, outros em Top 0,1%, outros que querem comprar o destaque do leilão. O perfil da pecuária no Brasil é muito amplo, não podemos desprezar nenhum tipo de comunicação já estabelecida”, afirma Rodrigo Dias, gerente técnico do DeltaGen.

Segundo ele, no programa, também existem animais Deca 1 totalmente diferentes, porque a ponderação do índice favoreceu uma característica acima da outra. “Isso não quer dizer que a avaliação está incorreta. O Deca é mais versátil, enquanto o percentil é mais preciso. Nos dois casos, precisamos entender de que tipo de cliente estamos tratando”.

Com vasta experiência na área, o médico-veterinário Fernando Velloso olha a discussão sobre outra perspectiva: “a avaliação genética é paga pelo produtor e a ele pertence; se existe, deve estar disponível para uso”. Para Velloso, que atua junto ao Promebo, Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne da Herd Book Collares, no Rio Grande do Sul, o melhoramento genético não deve ter caixa preta, precisa ser um livro de consulta pública; a reeducação do mercado passa pela transparência”.

Velloso propõe que os programas sinalizem em seus sumários quais são as características passíveis de alteração, seja em função da baixa acurácia ou da oscilação causada pela interação genótipo-ambiente. “Sabemos que algumas características, com poucos dados coletados, podem mudar à medida que a base é ampliada. Por que não divulgá- las com esse aviso ou deixar de publicá-las até que apresentem maior acurácia?”, questiona. Na sua opinião, a Deca exige maior esforço de interpretação por parte do pecuarista, que já tem baixa compreensão de genética. “Mudar a classificação não altera isso, pode apenas sobrecarregá-lo”, diz Velloso.

Revista DBO – Edição 467 – Setembro de 2019

www.portaldbo.com.br/revista-dbo-edicao-467-setembro-de-2019/

www.portaldbo.com.br/touro-top-ou-deca/

Conheça a historia da Vale do Boi: Empresa Rural é vitrine do Tocantins

Localizada no Município de Carmolândia do Tocantins, a Fazenda Vale do Boi é vitrine da pecuária Tocantinense para o Brasil. A Vale do Boi vem produzindo e comercializando reprodutores e matrizes Nelores de alta qualidade genética por mais de 30 anos.

Buscando sempre permanentemente melhorar a capacidade de seus produtos e transmitir precocidade, rusticidade, fertilidade e rendimento de carcaça e que se fazem características essenciais da Vale no que diz respeito à rentabilidade dos rebanhos de seus clientes.

A reportagem do Diário Tocantinense foi até a sede da propriedade para conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela equipe da Fazenda Vale do Boi no que diz respeito ao melhoramento genético e a alta qualidade do animal produzido pela fazenda.

“O trabalho foi iniciado pelo meu pai o senhor Epaminondas de Andrade, na região de Minas Gerais e posteriormente veio para o Tocantins, onde se desenvolveu”, afirmou Ricardo de Andrade zootecnista é filho do proprietário da Vale do Boi.

Para Ricardo de Andrade o resultado positivo da propriedade seu deu pela alta tecnologia com programa de melhoramento genético, da aplicação de tecnologia e modernas práticas de manejo que são demonstrados através de excelentes resultados obtidos no Sumário Nacional de Touros da Raça Nelore (ABCZ/Embrapa), Certificado Especial de Produção (PMGZ/ABCZ), Prêmio MPE Brasil (MBC/SEBRAE).

Hoje conforme Andrade a propriedade possui cerca de 13 tipos de pastagens que melhoram na qualidade de vida e de ganho de peso do animal. A propriedade está delimitada dentro de 1.200 hectares com subdivisões dentro da fazenda.

https://diariotocantinense.com.br/noticia/conheca-a-historia-da-vale-do-boi-empresa-rural-e-vitrine-do-tocantins/2276

Vale do Boi entre os top 30 maiores vendedores de touros zebuínos

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RevistaAG  jul/16

A Vale do boi aparece entre os 30 maiores vendedores de touros zebuínos no Brasil, em 2016, segundo a revista AG.

RevistaAG-ranking jul/16

O TOP 100 – Os maiores vendedores de touros do Brasil nasce para investigar quem são as fazendas que dão o tom do melhoramento genético de bovinos. Como visto na edição de junho, o censo foi subdividido entre os 50 maiores vendedores de taurinos e os 50 maiores de zebuínos, destaque desta edição. Foi feito dessa forma para que o segundo grupo não segregasse a participação do primeiro, posto que o gado zebu é presença garantida em 80% do rebanho nacional.

Por que touros? Pelo fato de essa categoria ser responsável pela multiplicação de genética. No Brasil, 90%ou mais da vacada é coberta por touros. Um touro cobre de 30 a 40 vacas em apenas uma estação e a vaca, por melhor e mais precoce que seja, é capaz de produzir no máximo um bezerro por ano. Alternando o quadro para a inseminação artificial, os números só aumentam. Touros com médias excepcionais de produção podem bater a marca de 600 doses por ejaculado, suficientes para gerar 300 bezerros. Ou seja, o touro é o propulsor da carne de qualidade no Brasil.

Presidente da CRV Lagoa visita a Vale do Boi

Paul Vriesekoop, presidente da  CRV Lagoa e André Carreira com Paulo, Epaminondas e Ricardo Andrade na Vale do Boi.No dia 14 de janeiro o presidente da  CRV Lagoa Paul Vriesekoop, juntamente com o gerente de área Gilmar Gomes e o promotor de vendas para a região de Araguaína o veterinário André Carreira fizeram uma visita as instalações da Fazenda Vale do Boi. O novo presidente da CRV Lagoa está percorrendo todas as regiões de atuação da central pelo país. Na oportunidade  Paul Vriesekoop trocou ideias com o titular da Vale do Boi o pecuarista Epaminondas de Andrade e seus filhos Ricardo José e Paulo Henrique e pode conhecer um pouco do trabalho de Melhoramento da fazenda e da força da pecuária na região norte do Brasil.

Na oportunidade Epaminondas lembrou que a Lagoa faz parte da história da Vale do Boi, sendo a primeira central a fornecer sêmen para a fazenda bem como é parceira do reprodutor Imperador VB da Vale com sêmen em seu portfólio.

 

Genetica Vale do Boi é destaque no rebanho da Fazenda Mundo Novo

O produto D6292 da MN foi Campeão da 73ª PGP a pasto da Fazenda Mundo Novo em Uberaba – MG, ele é filho do Jaluto VB da Vale, touro do criatório da Fazenda Vale do Boi que é o 22ª colocado e TOP 0,1% no iABCZ do Sumário do PMGZ 2012. ‘É uma satisfação termos um reprodutor de nosso criatório ser utilizado pelo rebanho da Fazenda Mundo Novo, e com esse resultado’, comenta Epaminondas de Andrade.

A Fazenda Vale do Boi a anos utiliza sêmen de touros da Mundo Novo devido a seriedade e confiabilidade de sua seleção, Jaluto VB da Vale possui 02 vezes o sangue do 1646 da MN. Também já foram utilizados os reprodutores B7369 (Mistério), B8369 (Hulk), C2569 (Jamanta), C8288 (Bacana), Cachimbo e Rambo.

Propriedade de Tocantins investe em genética bovina

Maurício Palma Nogueira, em visita à Faz Vale do Boi, ao lado de Epaminondas e Paulo Henrique.

Estabelecimento é exemplo de gestão profissionalizada. Fazenda é toda informatizada, com custos extremamente controlados e planejamento de recuperação de pastagens.

Xinguara, Pará – Na busca de um melhor rendimento na atividade rural, o mineiro Epaminondas de Andrade resolveu investir na pecuária, mas totalmente voltada ao melhoramento genético dos animais, com vendas de reprodutores e matrizes de gado nelore. “Faço genética para produzir carne de melhor qualidade, que é uma tendência na pecuária brasileira”, disse o proprietário da Fazenda Vale do Boi, na cidade de Carmolândia, no interior de Tocantins.

O estabelecimento de Andrade é um exemplo de gestão profissionalizada. Apesar de a fazenda – que faz cria, recria e engorda de animais – ser gerida por ele e seus dois filhos, Paulo e Ricardo, ela é toda informatizada, com custos extremamente controlados e planejamento de recuperação de pastagens.

“Todo o melhoramento genético é da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)”, explica o pecuarista que está há mais de 40 anos no ramo. O rebanho atual é de 3 mil cabeças de gado, sendo o giro anual de 800 cabeças/ano. Essa profissionalização vem do histórico profissional do proprietário, que antes de ter a fazenda em Tocantins, fez carreira em empresas do setor em São Paulo.

“Chegamos a trabalhar com um rebanho de 3,6 mil cabeças, mas tivemos que reduzir em virtude da crise. Estamos assustados com o que está acontecendo na pecuária. Meus clientes estão descapitalizados e as parcelas fechadas nas vendas em leilões não estão pagando nem os custos”, declarou o pecuarista. “O mercado de touros é o primeiro a sofrer o impacto. O problema é que, quando há alta, é o último a reagir. Temos uma pressão muito forte por produtividade”, completou o filho Ricardo, ressaltando que as margens da fazenda estão sendo cada vez mais apertadas, mas ainda são maiores do que estabelecimentos com rebanho comercial.

Seca

De acordo com o pecuarista, em 2010, a região onde se localiza a Fazenda Vale do Boi ficou cinco meses seguidos sem chuva. Neste ano, já se aproxima dos três meses sem precipitações. “O rio tá seco e não estamos conseguindo fazer a irrigação direito. Tem gente aqui que está vendendo gado antes do tempo, porque até tem pasto, mas os bois não têm água para beber”, informou Andrade. Ele está fazendo, por conta própria, um miniduto a partir de um lençol freático descoberto nas suas terras e há planos de outros. “Boi meu daqui a pouco não vai beber água de córregos e nem riachos”, disse. “Esse é um ótimo exemplo de sustentabilidade”, destacou o diretor da Bigma Consultoria, Maurício Palma Nogueira.

Questionado se já pensou em repassar seu conhecimento para outros pecuaristas da região, Epaminondas disse que até tenta, mas a resistência é muito grande. “O problema na pecuária é cultural. Quando falo o que faço na minha fazenda, ninguém acredita, dizem que sou louco. Por exemplo, eu cuido bem das pastagens, porque quero colher os ‘frutos’ delas o ano inteiro e não somente no período quando quero vender os animais”, declarou.

http://www.srb.org.br/modules/news/article.php?storyid=5874