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Associação Brasileira dos Criadores de Zebú (www.abcz.org.br)

Touro Top ou Deca?

Iniciativa do PMGZ de classificar touros em Decas e não mais em Tops divide opiniões e reeducação do consumidor de genética parece ser a melhor saída.

(Foto: J. M. Matos)
Por Carolina Rodrigues

A mudança na metodologia de classificação dos animais participantes do Programa de Melhoramento Genético do Zebu (PMGZ) tem gerado debates frequentes, que recrudesceram em agosto, durante a Expogenética, em Uberaba, MG, quando o programa divulgou seu primeiro sumário de touros listados por Deca (de 1 a 10) e não mais por percentil (1% a 99% superiores).

Na nova classificação, o grupo Deca 1 reúne os 10% de animais que mais se destacaram nas avaliações; o Deca 2 corresponde aos 11% a 20% melhores e assim sucessivamente, até se chegar à Deca 10, que inclui os 10% pior avaliados. Com essa medida, o PMGZ hierarquizou os touros por faixas amplas. O grupo Deca 1, por exemplo, inclui 300.000 animais, ou seja, 10% de um universo de quase 3 milhões de indivíduos incluídos na base de dados da entidade.

Primeiro sumário PMGZ/Geneplus com animais classificados por Deca foi apresentado durante a Expogenética 2019.

O que isso significa na prática? Segundo produtores ouvidos por DBO, foram colocados, na mesma “gaveta”, touros com diferenças significativas de desempenho, o que tem gerado confusões. “No mês passado, realizei um leilão de 400 touros e 95% do meu catálogo era Deca 1. O problema é que, dentro desse grupo, haviam indivíduos com índice (iABCZ) 7 e outros com índice 30, ou seja, animais totalmente diferentes e que, pelo novo sistema de classificação, são iguais”, argumenta João Guilherme, dono da Fazenda Água Fria, de Xinguara, PA, que mantém 4.000 matrizes em avaliação no PMGZ. “Como explicar isso para o meu comprador?”, questiona.

Segundo o produtor, a classificação por Deca nivelou os projetos de seleção, que perderam seu diferencial. “Todos fomos colocados na mesma cesta. Criadores que fazem um melhoramento genético consistente e gente que nunca fez seleção de fato”, queixa-se João Guilherme.

Erros técnicos

A medida foi anunciada pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) em fevereiro deste ano, após a entidade constatar – com base em dados coletados a campo em todo o Brasil – que a variabilidade genética da raça Nelore estava sob risco, devido ao uso de um número restrito de touros classificados como Top 0,1%. A solução encontrada, segundo Luiz Antônio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ, foi optar pela Deca, visando destacar um leque mais amplo de linhagens e resgatar algumas alternativas genéticas que não estavam sendo utilizadas porque não alcançavam o seleto grupo dos 0,1%.

“O Top tecnicamente está errado e seu uso comercial também está errado” – Luiz Antônio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ.

“O conceito contém erros técnicos graves. O maior deles é eleger, como 0,1%, touros com acurácia deste tamanhinho, que, na avaliação seguinte, se mostram ruins. O Top leva à supervalorização de animais e ao uso excessivo de uma genética muitas vezes inconsciente. Tecnicamente está errado e o uso comercial também está errado”, pontua Josahkian, acrescentando que, nos últimos anos, alguns problemas funcionais foram incorporados à raça justamente por ter-se dado ao “número” tamanha força comercial.

Gilberto Honório, da Guto Assessoria, que seleciona animais para produtores em 60 leilões Brasil afora, confirma esse prognóstico. No ano passado, ele descartou 6.000 touros prontos para a venda devido a problemas relacionados à funcionalidade e caracterização racial. “É terrível o criador ter de descartar 20% de uma safra tratada, pronta, por causa desse tipo de problema. Independentemente da classificação adotada pelo programa, precisamos repensar essa situação, para ver se estamos fazendo acasalamentos adequados e como podemos minimizar erros”, avalia Guto. O assessor se diz a favor do percentil como ferramenta de seleção, mas alerta que o desempenho não deve sobrepor características essenciais e inerentes à preservação da raça Nelore. “São defeitos adquiridos, ou seja, problemas que a raça não tinha e que foram introduzidos”, diz ele.

A favor do percentil

Argeu Silveira, diretor técnico do Programa Nelore Brasil, da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores) pensa diferente. Para ele, alterar o sistema de classificação dos animais não garante isenção de tais defeitos. “O melhoramento consiste em usar os melhores e descartar os piores, inclusive em termos de funcionalidade. Essa é a regra universal de qualquer programa, mas o que descartar é decisão de cada técnico, cada criador”, salienta.

No Seminário da ANCP, realizado em maio, na cidade de Ribeirão Preto, SP, Silveira fez uma defesa pública do percentil, comparando dois touros: um Top 0,1% e outro Top 10%, que, no caso da Deca, teriam a mesma classificação. Considerando-se apenas uma característica (peso ao sobreano) o primeiro animal imprimia à progênie 32 kg a mais e o segundo, 16,67 kg. A diferença entre ambos era de 15,34 kg.

“Deca não vai reeducar o mercado, apenas criar confusões”
Ricardo Andrade, da Fazenda Vale do Boi, em Araguaína, TO

“Vamos considerar que o touro 0,1% trabalhou cinco anos, produzindo 30 filhos por ano e forneceu 150 filhos. Ao multiplicar esse número por 15,34 kg e considerando-se o valor médio de R$ 6 por quilo de PV, tem-se uma diferença, somente para peso ao sobreano, de R$ 13.806 do touro Top 0,1% para o 10%. Se eu agregar leite e outras características a essa conta, ela fica ainda mais interessante”, argumentou Silveira. Para ele, que já ministrou 50 cursos de acasalamentos dirigidos pelo País, não se deve preconizar o uso excessivo do Top 0,1%, nem menosprezar o TOP 10%, mas é importante utilizar percentis quando se precisa estimar claramente as diferenças econômicas de um touro para outro.

Sintonia fina

Ricardo Andrade, da Fazenda Vale do Boi, com sede em Araguaína, e participante do PMGZ desde 1975, concorda. Ele tem tido dificuldade processar as informações genéticas de seu rebanho e definir acasalamentos após a mudança de Top para Deca. “É difícil escolher animais dentro dessa enorme gaveta de 10 em 10. O valor da DEP está lá, mas não sei o que aquilo representa em relação ao grupo que o animal pertence. Qual a posição dele entre os 10% melhores? O percentil define melhor o ranqueamento do animal para determinada característica. É um preciosismo sim, mas necessário para quem faz seleção”, explica Andrade, que reivindicou mudanças à equipe técnica da ABCZ nos últimos meses. “Sei que existe uma corrida para se conseguir índices cada vez mais altos e não concordo com isso. Mas classificar os animais por Deca não vai reeducar o mercado, apenas criar confusões”, lamenta o criador.

Em rebanhos como o da Vale do Boi, percentil ajuda nos acasalamentos. (Foto: Divulgação Vale do Boi)

Segundo Josahkian, a ABCZ está discutindo estratégias para minimizar esses problemas internamente, mas afirma que a Deca continuará sendo a ferramenta utilizada pelo PMGZ para se comunicar com o mercado. A seu ver, os produtores de genética não terão problemas, pois podem fazer análises detalhadas por DEPs isoladas ou em conjunto. Já o comprador de touros PO terá um universo mais amplo para escolha dos animais no mercado, com dimensionamento comercial adequado.

Para Ricardo Abreu, gerente de fomento do PMGZ, essa é a principal contribuição da Deca. “Trabalhei 21 anos ligado às centrais de inseminação e vi excelentes touros Top 2% não serem indicados, nem utilizados, em detrimento de touros Top 0,1% que não eram necessariamente os melhores para o rebanho em questão”, diz Abreu. “De 1.000 animais Nelore contratados pelas centrais, 200 fornecem 90% das 4 milhões de doses comercializadas atualmente. Agora. pergunto: e os 800 restantes? A busca frenética pelo Top 0,1% está levando o mercado a poucas opções de pedigree nas centrais, mola propulsora da genética para os diferentes criatórios por todo o País”, acrescenta.

Comunicação é fundamental

Top ou Deca são simplificações de índices genéticos, calculados com base em diferentes características de interesse econômico, como ganho de peso, precocidade, qualidade de carcaça etc, cujo peso na ponderação final é definido por cada programa de melhoramento. Fábio Dias, diretor de relações com o pecuarista da JBS, relembra as primeiras discussões sobre os índices há 20 anos, das quais participou efetivamente no início de sua carreira ainda voltada para o melhoramento genético.

Eles nasceram da necessidade de se ter regras claras e auditáveis para escolha dos 30% melhores animais da safra nos projetos de CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), com preceito básico de comunicar ao criador o potencial genético de determinado animal em relação à sua base. Naquela época, lembra Dias, não se esperava tamanha absorção do conceito. “Se ele fez sucesso, é porque a comunicação com o produtor funcionou. E se alguém está vendendo melhor, é porque está se comunicando melhor. O sucesso do percentil tem feito, claro, o risco que ele causa”, opina Dias.

Para o zootecnista William Koury Filho,  que lida diariamente com um universo estratificado de fazendas na empresa BrasilcomZ, “ao se comunicar com o mercado por meio de dados tão precisos quanto o percentil (Top 1%) ou o permiliar ( Top 0,1%), os programas disseminaram informações que precisam de interpretação técnica para ser corretamente utilizadas”.

Fábio Dias alerta: “A unidade de medida que você usa para vender as coisas deve estar correlacionada ao progresso obtido que se tem. Vender elefante em gramas não faz sentido. Uma coisa é escolher um touro para central, decidir como utilizá-lo no acasalamento. Outra é vender touro com base na terceira casa depois da vírgula. Ninguém vê essa diferença e é até uma certa leviandade dizer que ela existe. Não se pode forçar a diferença em um processo de comunicação. Ela deve ser construída e instruída, já que nenhum índice oferece segurança para ser usado cegamente. Nenhum deles”, pontua Dias.

Juntando informações

Para resolver o problema, muitos programas de melhoramento que trabalham com Deca passaram a incorporar também o percentil ao valor absoluto de suas DEPs, nos últimos anos. Um deles é o Conexão DeltaGen, que foi criado há 40 anos e tem atualmente 63 fazendas associadas e 78.000 matrizes na base de avaliação. Há três anos, esse programa coloca as avaliações à disposição do associado com as duas informações.

“Temos clientes que falam em Deca, outros em Top 0,1%, outros que querem comprar o destaque do leilão. O perfil da pecuária no Brasil é muito amplo, não podemos desprezar nenhum tipo de comunicação já estabelecida”, afirma Rodrigo Dias, gerente técnico do DeltaGen.

Segundo ele, no programa, também existem animais Deca 1 totalmente diferentes, porque a ponderação do índice favoreceu uma característica acima da outra. “Isso não quer dizer que a avaliação está incorreta. O Deca é mais versátil, enquanto o percentil é mais preciso. Nos dois casos, precisamos entender de que tipo de cliente estamos tratando”.

Com vasta experiência na área, o médico-veterinário Fernando Velloso olha a discussão sobre outra perspectiva: “a avaliação genética é paga pelo produtor e a ele pertence; se existe, deve estar disponível para uso”. Para Velloso, que atua junto ao Promebo, Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne da Herd Book Collares, no Rio Grande do Sul, o melhoramento genético não deve ter caixa preta, precisa ser um livro de consulta pública; a reeducação do mercado passa pela transparência”.

Velloso propõe que os programas sinalizem em seus sumários quais são as características passíveis de alteração, seja em função da baixa acurácia ou da oscilação causada pela interação genótipo-ambiente. “Sabemos que algumas características, com poucos dados coletados, podem mudar à medida que a base é ampliada. Por que não divulgá- las com esse aviso ou deixar de publicá-las até que apresentem maior acurácia?”, questiona. Na sua opinião, a Deca exige maior esforço de interpretação por parte do pecuarista, que já tem baixa compreensão de genética. “Mudar a classificação não altera isso, pode apenas sobrecarregá-lo”, diz Velloso.

Revista DBO – Edição 467 – Setembro de 2019

www.portaldbo.com.br/revista-dbo-edicao-467-setembro-de-2019/

www.portaldbo.com.br/touro-top-ou-deca/

ABCZ homenageia criador Epaminondas de Andrade

Homenagem ABCZ-2016-Ago
Presidente da ABCZ Luiz Claudio, Epaminondas, a esposa Walkyria e o diretor Frederico Mendes

O criador Epaminondas de Andrade recebeu homenagem da ABCZ pelo empenho em selecionar o zebu, especialmente por utilizar o PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos) como ferramenta de seleção. O agraciamento foi entregue pelo presidente da ABCZ Luiz Claudio Paranhos, juntamente com o diretor Frederico Mendes, no dia 26 de agosto, durante a ExpoGenética 2016, em Uberaba/MG.  Na placa entregue a Epaminondas de Andrade, o presidente destacou: “Ao companheiro Epaminondas de Andrade, a homenagem e o reconhecimento da ABCZ pelos quarenta e quatro anos de trabalho entusiasta e de dedicação contínua ao melhoramento genético do zebu brasileiro, no ano em que comemoramos o seu 80º aniversário e o 82º da nossa entidade”.
Epaminondas de Andrade sempre buscou a excelência em tudo o que faz. Em 1975, iniciou a seleção de nelore na Fazenda Ipanema, em Água Comprida (MG). Em 1983, transferiu seu rebanho para a Fazenda Vale do Boi, em Carmolândia (TO), e hoje dedicar-se exclusivamente à pecuária. O criatório participa ininterruptamente do PMGZ desde a década de 80 e é pioneiro nas Provas de Ganho em Peso a pasto no Tocantins. O bom desempenho no Sumário de Touros da ABCZ tem garantido a contratação de diversos de touros de seu plantel por centrais de inseminação. Em 2009, a Fazenda Vale do Boi, conquistou o 1º lugar no Prêmio Nacional de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, categoria Agronegócio, conferido pelo SEBRAE e pelo Movimento Brasil Competitivo.

Outra homenagem recebida por ele foi o Mérito ABCZ, em 2012.

http://www.abcz.org.br/Home/Conteudo/24705-ABCZ-homenageia-criador-Epaminondas-de-Andrade

Um rebanho muito acima da média

Monitoramento Genético 2016Durante a Expozebu 2016 foi lançado a mais recente versão do Sistema Integrado de Avaliação Genética do PMGZ e a Fazenda Vale do Boi do criador Epaminondas de Andrade sai na frente e mostra a força de seu rebanho.
No Módulo Avançado foi criado o Monitoramento Genético, mostrando de forma gráfica a situação do rebanho em comparação com a média da raça para cada característica. Na totalidade das características avaliadas os gráficos mostram o excelente trabalho desenvolvido pela equipe da Vale do Boi, mostrando que seu rebanho esta MELHORANDO muito geneticamente.

Artesão da genética

DBO-201412_00Epaminondas de Andrade colocou sua fazenda Vale do Boi como modelo de produção de touros Nelore no Norte do País

Quando DBO desembarcou no aeroporto de Araguaína, no extremo leste do Tocantins, não imaginou que encontraria Epaminondas de Andrade com uma placa nas mãos, usando a mais antiga técnica de identificação em salas de desembarque. “Caso não me reconhecesse pela cabeça branca, saberia quem sou pelo papelzinho”, explicou, sem imaginar que era impossível não reconhecê-lo. Epaminondas de Andrade é um dos grandes nomes da pecuária de corte e referência em melhoramento genético no Norte do País.

DBO-201412_80Foi um dos primeiros a aderirem ao Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu), há quase 30 anos, e, recentemente, teve suas habilidades de gestão reconhecidas no Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas (MPE) do Sebrae, que o consagrou como referência em administração rural no País.

DBO-201412_81“Apliquei a experiência de uma vida como gestor de indústrias da porteira para dentro”, disse Epaminondas. “Optei por produzir genética Nelore. E quis fazer tudo certinho.” Aos 78 anos de idade, o criador é um dos poucos produtores brasileiros a terem o controle exato do quanto gasta para produzir touros na Fazenda Vale do Boi, onde também faz ciclo completo no município de Carmolândia, a 27 km de Araguaína.

DBO-201412_92Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) apontam que apenas 7% do rebanho nacional apresentou mudanças significativas em razão do uso de genética nos últimos anos. Deste número, é ainda menor o percentual de criadores que conseguem determinar com exatidão os gastos deste item no sistema de produção. “É muito caro produzir um animal que vai melhorar a qualidade do rebanho de outro. E, comparado ao mercado atual, que está cada vez maior, há uma lacuna no trabalho de coleta, mensuração e tabulação dos custos dentro das fazendas”, afirma Sérgio De Zen, coordenador das áreas de carnes do Cepea e responsável pelos dados divulgados na ExpoGenética, em Uberaba, MG. “Neste caso, exceções são bem-vindas.” Na Fazenda Vale do Boi, do total de R$ 1,5 milhão dos custos de produção de 2013, R$ 300.000 corresponderam ao adicional por causa da genética. “O controle de uma fazenda é fundamental para que se possa mensurar a rentabilidade do negócio escolhido”, analisa Epaminondas. “Muito pecuarista acha que balanço é caixa. Pode sobrar dinheiro na conta bancária, sem significar lucro. Você pode ter comido estoque, depreciado máquinas… É preciso estar atento.”
Veja a reportagem completa na edição impressa de DBO 410.
Fonte: Revista DBO

http://www.portaldbo.com.br/Portal/RevistaDBO/DESTAQUES/11289,,Artesao+da+genetica.aspx

Técnicos do PMGZ visitam a Vale do Boi

Ismar Carneiro e Henrique Torres Ventura com Epaminondas e Ricardo na Vale do Boi
Ismar Carneiro e Henrique Torres Ventura com Epaminondas e Ricardo na Vale do Boi

Nos dias 7 e 8 de outubro a Fazenda Vale do Boi ,do criador Epaminondas de Andrade, recebeu a visitas dos técnicos Ismar Carneiro e Henrique Torres Ventura, responsáveis pelo PMGZ (Programa de Melhoramento Genéticos de Zebuínos) da ABCZ, acompanhados também do técnico regional de Araguaína João Batista . Sr. Epaminondas e seus filhos Ricardo José e Paulo Henrique mostraram a propriedade e todo o trabalho realizado com o rebanho de Nelore PO, que é um dos pioneiros do PMGZ.

Ismar Carneiro e Henrique Torres Ventura com Epaminondas e Ricardo na Vale do BoiA visita teve como objetivo mostrar a aplicação dos conceitos das avaliações genéticas (DEPs) no dia a dia de uma propriedade de pecuária de corte, que envolve a correta leitura das avaliações com suas interpretações, acasalamentos e utilização do software para maximização dos resultados. Durante os 02 dias de visita foram levantadas varias observações para melhor aplicabilidade do programa quanto da utilização do software de busca das avaliações e acasalamentos.

Ismar Carneiro e Henrique Torres Ventura com Epaminondas e Ricardo na Vale do BoiEsse trabalho é resultado do empenho da nova diretoria da ABCZ e seu presidente Luiz Claudio Paranhos na busca de melhores resultados no melhoramento genético nas raças Zebuínas.

AGROPRODUTOR: Melhoramento genético dá lucro

Epaminondas Andrade, de Araguaína, TO. Um dos maiores usuários do PMGZ - Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos da ABCZ.AgroGuia
Por Nathã Carvalho

 

AGROPRODUTOR
Fazenda Vale do Boi
Melhoramento genético dá lucro

Epaminondas Andrade, de Araguaína, TO.
Um dos maiores usuários do PMGZ – Programa de Melhoramento
Genético de Zebuínos da ABCZ.

 

 

Em Carmolândia (TO) está localizada uma das propriedades modelo quando o assunto é gestão rural e utilização de metodologias que possibilitam o controle mais eficaz das atividades. Trata-se da Fazenda Vale do Boi, do pecuarista Epaminondas de Andrade, com área total de 1.800 hectares. Destes, 1.500 hectares são de pasto, destinados à pecuária de corte de ciclo completo e à seleção de reprodutores e matrizes geneticamente superiores da raça Nelore (PO) em plena harmonia com o meio ambiente. O rebanho alcança cerca de 3500 cabeças, das quais 1.200 matrizes.

Pacote tecnológico é o diferencial Por Nathã Carvalho Fazenda Vale do Boi, de Epaminondas de Andrade, é exemplo que investir em melhoramento e gestão dá certo
Pacote tecnológico é o diferencial
Fazenda Vale do Boi, de Epaminondas de Andrade,
é exemplo que investir em melhoramento e gestão dá certo

A história da Fazenda Vale do Boi começou após Epaminondas concluir que o futuro da pecuária de corte no Brasil estava nas regiões Centro-Oeste e Norte, o que hoje é uma realidade. Sua atividade no campo começou há pouco mais de 40 anos, em Uberaba (MG), sua terra natal, com seleção da raça Gir. Cerca de quatro anos depois, Epaminondas vendeu a fazenda de porteira fechada, inclusive com o rebanho Gir, e adquiriu outra, porém, com gado Nelore, iniciando a seleção da raça ainda em terras uberabenses.

“Pela dificuldade de trabalhar com a pecuária de corte na região do Triangulo Mineiro, pela necessidade de ter uma escala maior e também em função da valorização das terras na região, migrei para o Norte do País para adquirir terras mais baratas”, conta. Em outubro de 1983 o rebanho foi transferido para a Fazenda Vale do Boi, no município de Araguaína, norte de Goiás, e, com a divisão do estado e municípios, Carmolândia, no norte do Tocantins, próximo do sul dos Estados do Pará e Maranhão.

A fazenda é destaque nacional quando se fala em gestão rural. É totalmente adepta às metodologias que possibilitem a informatização da propriedade. “Quando era menino, fui para São Paulo, onde tive a oportunidade de concluir meus estudos e construir uma carreira. Fui até diretor em algumas empresas e trouxe essa bagagem de gestão de negócios para a pecuária. A fazenda construiu um diferencial a partir da minha vida na indústria e no comércio”, afirma o criador. No sistema de gerenciamento da Vale do Boi estão inclusas desde planilhas do inventário do rebanho até as de mapas de compra e venda, caixa e controle de custos e receitas, balanço, software Procan e de controle pluviométrico, medição realizada desde 1986 e que apresenta todo o histórico de chuva na área. Todas muito bem detalhadas e organizadas.

Boas práticas de gestão renderam o prêmio MPE-Brasil, em 2010

A lida com o gado conta a aplicação de variadas técnicas como manejo racional, rotação de pastagens, correção e adubação do solo, diversidade de gramíneas, controle de lotação e rotação. Entre as forrageiras cultivadas destacam os capins massai, tanzânia, mombaça, braquiarão, MG5 e elefante, além da grama estrela africana e a estrela roxa. “Trabalho com nível mediano a alto de tecnologia. Como faço melhoramento genético, a fazenda é toda informatizada e, em 2010, a Vale do Boi recebeu o prêmio MPE-Brasil, conferido a melhor qualidade de gestão no agronegócio no Brasil, o que tornou a fazenda reconhecida entre as melhores empresas do País, na categoria Agronegócio, pelas boas práticas de gestão adotadas”, destaca.

Epaminondas não esconde a importância de uma gestão moderna. “Para se fazer uma gestão mais eficiente, é necessário investir em ferramentas que não são tão caras para informatizar a fazenda. Basta utilizar os softwares disponíveis no mercado. O que é mais custoso é produzir uma pastagem que seja compatível com o gado geneticamente melhorado, pois quanto maior o avanço genético do gado, maior a exigência destes animais em termos de nutrição e manejo.” E por falar em genética, a Fazenda Vale do Boi foi uma das pioneiras na adesão ao PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos), da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu). Foi pioneira na comercialização de reprodutores com avaliação genética em leilões no Estado e é atualmente uma das propriedades com o maior número de animais participantes tanto na prova de CDP (Controle de Desenvolvimento Ponderal) como nas PGP (Provas de Ganho de Peso).

Propriedade é destaque no PMGZ/ABCZ em participação de animais

O rebanho também participa (e vence), frequentemente, das etapas do Circuito Boi Verde de Carcaças, organizado pela ACNB (Associação dos Criadores de Nelore do Brasil). “Trouxemos todas estas técnicas para a fazenda, o que tem nos ajudado e nos destacado no cenário nacional, inclusive somos reconhecidos por tudo isso. Por exemplo, chegamos a receber uma premiação da ABCZ, em função dos nossos animais se destacarem em desempenho através do PMGZ”, detalha.

Com relação ao PMGZ, Epaminondas é um dos grandes defensores da utilização do programa, por verificar as vantagens na prática. “Tenho um desempenho muito bom na minha fazenda, baseado no programa” afirma. Para ele, modernamente é impossível desenvolver pecuária de corte ou leite sem utilizar uma ferramenta de programa de melhoramento. “O PMGZ é muito abrangente e trabalha, hoje, com quase um milhão de matrizes. A ABCZ tem um dos melhores grupos técnicos espalhados pelo Brasil, com um escritório regional nas principais cidades, e isso possibilita um desempenho considerável”, acrescenta.

Só para exemplificar, a evolução de quase 18%, de 1995 a 2009, no rebanho da Vale do Boi, em relação ao peso à desmama dos bezerros Nelore, comprova a eficiência tanto das práticas adotadas para manejo e nutrição, como também da utilização do programa de melhoramento. A cada ano a fazenda vem se destacando na superioridade genética de seus produtos, como demonstram os relatórios dos animais candidatos a CEP (Certificado Especial de Produção), do PMGZ. Só em 2012, considerando a safra de 2010, mais de 202 produtos da fazenda eram candidatos a CEP, um dos mais importantes produtos disponibilizado pelo PMGZ, certificado alia a superioridade genética do animal ao seu biotipo, baseado nas avaliações genéticas de todos os animais participantes do PMGZ.

Segundo o criador, as avaliações obtidas por meio dos programas de melhoramento estão à disposição do produtor como importante ferramenta de seleção, seja com o foco na produção de genética ou de gado comercial. “Muitos produtores trabalham há anos com seleção de gado e não utilizam essas ferramentas. Estão perdendo tempo, pois o quanto antes eles participarem desses programas, o quanto antes vão conseguir melhorar o desempenho dos seus rebanhos”, argumenta e acrescenta: “Investir em melhoramento genético é o caminho certeiro para quem está focado em atingir o ápice de desempenho do rebanho, o que resultará no aprimoramento da eficiência produtiva e consequentemente no incremento da rentabilidade.”

Epaminondas Andrade conquistou em 2012 o título de “Pecuarista do Ano” no Rally da Pecuária
Epaminondas Andrade conquistou em 2012 o título de “Pecuarista do Ano” no Rally da Pecuária

 

Propriedade de Tocantins investe em genética bovina

Maurício Palma Nogueira, em visita à Faz Vale do Boi, ao lado de Epaminondas e Paulo Henrique.

Estabelecimento é exemplo de gestão profissionalizada. Fazenda é toda informatizada, com custos extremamente controlados e planejamento de recuperação de pastagens.

Xinguara, Pará – Na busca de um melhor rendimento na atividade rural, o mineiro Epaminondas de Andrade resolveu investir na pecuária, mas totalmente voltada ao melhoramento genético dos animais, com vendas de reprodutores e matrizes de gado nelore. “Faço genética para produzir carne de melhor qualidade, que é uma tendência na pecuária brasileira”, disse o proprietário da Fazenda Vale do Boi, na cidade de Carmolândia, no interior de Tocantins.

O estabelecimento de Andrade é um exemplo de gestão profissionalizada. Apesar de a fazenda – que faz cria, recria e engorda de animais – ser gerida por ele e seus dois filhos, Paulo e Ricardo, ela é toda informatizada, com custos extremamente controlados e planejamento de recuperação de pastagens.

“Todo o melhoramento genético é da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)”, explica o pecuarista que está há mais de 40 anos no ramo. O rebanho atual é de 3 mil cabeças de gado, sendo o giro anual de 800 cabeças/ano. Essa profissionalização vem do histórico profissional do proprietário, que antes de ter a fazenda em Tocantins, fez carreira em empresas do setor em São Paulo.

“Chegamos a trabalhar com um rebanho de 3,6 mil cabeças, mas tivemos que reduzir em virtude da crise. Estamos assustados com o que está acontecendo na pecuária. Meus clientes estão descapitalizados e as parcelas fechadas nas vendas em leilões não estão pagando nem os custos”, declarou o pecuarista. “O mercado de touros é o primeiro a sofrer o impacto. O problema é que, quando há alta, é o último a reagir. Temos uma pressão muito forte por produtividade”, completou o filho Ricardo, ressaltando que as margens da fazenda estão sendo cada vez mais apertadas, mas ainda são maiores do que estabelecimentos com rebanho comercial.

Seca

De acordo com o pecuarista, em 2010, a região onde se localiza a Fazenda Vale do Boi ficou cinco meses seguidos sem chuva. Neste ano, já se aproxima dos três meses sem precipitações. “O rio tá seco e não estamos conseguindo fazer a irrigação direito. Tem gente aqui que está vendendo gado antes do tempo, porque até tem pasto, mas os bois não têm água para beber”, informou Andrade. Ele está fazendo, por conta própria, um miniduto a partir de um lençol freático descoberto nas suas terras e há planos de outros. “Boi meu daqui a pouco não vai beber água de córregos e nem riachos”, disse. “Esse é um ótimo exemplo de sustentabilidade”, destacou o diretor da Bigma Consultoria, Maurício Palma Nogueira.

Questionado se já pensou em repassar seu conhecimento para outros pecuaristas da região, Epaminondas disse que até tenta, mas a resistência é muito grande. “O problema na pecuária é cultural. Quando falo o que faço na minha fazenda, ninguém acredita, dizem que sou louco. Por exemplo, eu cuido bem das pastagens, porque quero colher os ‘frutos’ delas o ano inteiro e não somente no período quando quero vender os animais”, declarou.

http://www.srb.org.br/modules/news/article.php?storyid=5874

Investimento em genética bovina

Na busca de um melhor rendimento na atividade rural, o mineiro Epaminondas de Andrade resolveu investir na pecuária, mas totalmente voltada ao melhoramento genético dos animais, com vendas de reprodutores e matrizes de gado nelore. “Faço genética para produzir carne de melhor qualidade, que é uma tendência na pecuária brasileira”, disse o proprietário da Fazenda Vale do Boi, na cidade de Carmolândia, no interior de Tocantins. O estabelecimento de Andrade é um exemplo de gestão profissionalizada. Apesar de a fazenda – que faz cria, recria e engorda de animais – ser gerida por ele e seus dois filhos, Paulo e Ricardo, ela é toda informatizada, com custos extremamente controlados e planejamento de recuperação de pastagens.

“Todo o melhoramento genético é da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)”, explica o pecuarista que está há mais de 40 anos no ramo. O rebanho atual é de 3 mil cabeças de gado, sendo o giro anual de 800 cabeças/ano. Essa profissionalização vem do histórico profissional do proprietário, que antes de ter a fazenda em Tocantins, fez carreira em empresas do setor em São Paulo. “Chegamos a trabalhar com um rebanho de 3,6 mil cabeças, mas tivemos que reduzir em virtude da crise. Estamos assustados com o que está acontecendo na pecuária.”

“Meus clientes estão descapitalizados e as parcelas fechadas nas vendas em leilões não estão pagando os custos”, declarou o pecuarista. “O mercado de touros é o primeiro a sofrer o impacto. O problema é que, quando há alta, é o último a reagir. Temos uma pressão muito forte por produtividade”, completou o filho Ricardo, ressaltando que as margens da fazenda estão sendo cada vez mais apertadas, mas ainda são maiores do que estabelecimentos com rebanho comercial.

http://www.revistaplantar.com.br/investimento-em-genetica-bovina/

A Vale do Boi é destaque no Sumário Geral do PMGZ

No Sumário Nacional de Avaliação Genética do PMGZ (2012 – 2012) a Fazenda Vale do Boi mostra mais uma vez a força de seu rebanho, com 06 touros classificados como TOP 0,1% para iABCZ e mais 06 touros TOP 0,5% entre os 28.985 touros até 25 anos de idade avaliados.

Sumário-PMGZ-2012

Destaque para o reprodutor LIBRO VB DA VALE (VBV 7979), 3º colocado, com iABCZ de 24,14 , sendo filho de Imperador VB da Vale (VBV 6640) e Gaita VB da Vale (VBV 5669) a 4ª melhor matriz do rebanho com iABCZ de 21,26 , e que também é mãe do Jaluto VB da Vale (VBV 6915), 37º colocado.

Touros Vale do Boi TOP 0,1% :

3º LIBRO VB DA VALE (VBV 7979)
7º HAGEN VB DA VALE (VBV 6065)
14º LAMBY VB DA VALE (VBV 7766)
37º JALUTO VB DA VALE (VBV 6915)
97º JUIZO VB DA VALE (VBV 7132)
117º IMPERADOR VB DA VALE (VBV 6640)

Touros Vale do Boi TOP 0,5% :

154º JANGUE VB DA VALE (VBV 6969)
155º KALIO VB DA VALE (VBV 7284)
169º ICTO VB DA VALE (VBV 6500)
219º KAPEL VB DA VALE (VBV 7277)
236º FISCAL TE VB DA VALE (VBV 5589)
269º KAJABI VB DA VALE (VBV 7405)

Vale do Boi estará no IX Simpósio Brasileiro de Melhoramento Animal

Ricardo José de AndradeNa próxima quinta-feira, 21 de Junho as 15:00s, o Zootecnista Ricardo José de Andrade, gerente responsável pelo rebanho Nelore da Fazenda Vale do Boi, estará ministrando a palestra “Os benefícios dos avanços do Melhoramento Genético de Bovinos de Corte na visão do empresário rural.” durante o IX Simpósio Brasileiro de Melhoramento Animal em João Pessoa, Paraíba.

Em sua apresentação, Ricardo relatará as experiências e resultados do Programa de Melhoramento Genético no rebanho Nelore da Fazenda Vale do Boi, um dos melhores plantéis Nelore do Brasil, com vários Touros listados entre os melhores no Sumário Nacional PMGZ-ABCZ.

O IX Simpósio Brasileiro de Melhoramento Animal acontecerá de 20 a 22 de junho, no Centro de Eventos do Hotel Tambaú, em João Pessoa – Paraíba, onde será abordado :

      • Recentes avanços na pesquisa aplicada à genomica animal.
      • A Genomica e as perspectivas globais da produção animal.
      • Avaliação da viabilidade econômica do Melhoramento Genético da qualidade da proteína do leite no Brasil.
      • Seleção Genomica em Zebu leiteiro: Situação atual e futuros desafios.
      • Aplicação de equações estruturais no Melhoramento Genético animal.
      • Perspectivas do Melhoramento de suínos do ponto de vista da indústria.
      • Recentes avanços no Melhoramento Genético de aves.
      • Seleção genomica aplicada ao Melhoramento Animal: Desafios atuais e expectativas futuras dos criadores.
      • Os benefícios dos avanços do Melhoramento Genético de Bovinos de Corte. A visão do empresário rural.
      • Alternativas de Melhoramento participativo para conquistar avanços na produção de leite e carne de caprinos.
      • Utilização de marcadores moleculares na caracterização genética de ovinos.
      • Alternativas para programas de famílias no Melhoramento Genético de Camarão.
      • O impacto das novas biotecnologias genéticas aplicadas à programas de Melhoramento de Bubalinos.
      • Alternativas de utilização dos recursos genéticos para produção de leite bovina no semi-árido brasileiro.
      • As expectativas das Associações de Criadores de Bovinos e Zebuínos de corte, diante das novas tecnologias genéticas aplicadas ao Melhoramento Animal.
      • A participação da iniciativa privada no Melhoramento Genético dos bovinos de corte e de leite.
      • Projeção da demanda futura de carne bovina. Desafios permanentes para o Melhoramento Animal.

Programação

Hora Local Terça-Feira (Tuesday), 19 de Junho de 2012
Instrutores: Coordenadores e técnicos do PMGZ – da Associação Brasileira de Criadores de Zebu – ABCZ.
Hora Local Quarta-Feira (Wednesday), 20 de junho de 2012 AM
Current use and expectations about the realistic application of genomics in animal breeding programs.
Prof. Dr. Matt Spangler. Universidade de Nebraska/USA
Hora Local Quarta-Feira (Wednesday), 20 de junho de 2012 PM
Current status and prospects for the application of Genetic Improvement in Aquaculture.
Dr.  Morten Rye. Akvaforsk Genetics Center AS. Noruega
Qualifications and skills of Animal Breeding researchers: Seeking the balance between quantitative genetics and the impact of genomics.
Ignacy Misztal, Universidade de Georgia/USA
Recent advances in genomics research applied to animal production.Prof. Dr. Jerry Taylor. Universidade de Missouri/USA
Sessão pôster
Poster Session
Hora Local Quinta-feira (Thursday), 21 de junho de 2012 AM
BOVINOS DE LEITE     DAIRY CATTLE
Evaluation of the economic viability of genetic improvement programs for milk protein quality in Brazil. 
Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão- EASLQ/USP-Brasil
Increasing feed efficiency of dairy cattle through genetic improvement.
Dr. Luiz Gustavo R. Pereira. Embrapa – Gado de Leite- Brasil
Projecting the future demand for beef: Continuing challenges for Animal Breeding.
Dr. Kepler Euclides Filho – Embrapa. Brasil
Hora Local Quinta-feira (Thursday), 21 de junho de 2012 PM
AVES/SUÍNOS     POULTRY/SWINE
Swine Genetic Improvement: A perspective from the viewpoint of the Industry.
Dr. Rodrigo A. A Torres da BRfood.Brasil
Developments in Poultry Breeding: From mass selection to Genomics.
Dr. Santiago Avendaño. AVIAGEN- Scotland
BOVINOS DE CORTE     BEEF CATTLE
Genomic Selection as applied to Animal Genetic Improvement: Current challenges and industry future expectations. 
Prof. Dr. José Bento S. Ferraz- FZEA/USP-Brasil
The benefits from the advances in Beef Cattle Breeding: A breeder’s vision. Ricardo José de Andrade
CAPRINOS – OVINOS     GOATS – SHEEP
Cooperative Genetic Improvement schemes: Alternatives to foster advances in the production of milk and meat goats. 
Dr. Raimundo Lobo Braga – Embrapa Ovinos e Caprinos.Brasil
Utilization of molecular markers for the genetic characterization of sheep. 
Dr. Samuel Rezende Paiva – Embrapa Cenargem. Brasil
CAMARÕES / BUBALINOS     SHRIMP / BUFFALOES
A new vision for family programs in shrimp Breeding.
Dr. João Rocha. Iowa Genetics/USA
The impact of new genetic technologies as applied to improvement programs in buffaloes.
Profª. Dra. Maria Elisabete J. Amaral- IBILCE/UNESP. Brasil
General Meeting of Brazilian Society of Animal Breeding. SBMA
Hora Local Sexta-Feira (Friday), 22 de junho de 2012 AM
Alternative use of genetic resources for dairy cattle production in Brazil semiarid.A contribuição da F1 e as estratégias de sua utilização.F1 strategies and contributionsProf. Dr. Fernando Madalena . Brasil – PalestranteDr. Evandro do Carmo Guimarães – Fazenda Barsa-MG – Debatedor
Oral presentation of 08 selected papers (15 minutes each)
Zebu and Taurus Beef Cattle Breed Associations expectations from the new genetic technologies as applied to Genetic Improvement ProgramsDr. Luis Antônio Josahkian – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – BrasilDr. Leonardo Tallavera Campos- Associação Nacional de Criadores- Brasil
Hora Local Sexta-Feira (Friday), 22 de junho de 2012 PM
Roles for the private industry in Beef and Dairy Cattle Genetic Improvement Programs.Participantes: (ABCZ-GENSYS-FCM-ANCP-Geneplus-Pampaplus, CRV/LAGOA-Embrapa Gado de Leite, Centro Brasileiro de Melhoramento Guzerá, Associações de Criadores das raças Gir Leiteiro-Holandesa-Girolando-Sindi, Polo Genético e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). (15 min cada)
Closing ceremony of the IX Brazilian Symposium on Animal Breeding

 

Mais informações sobre o trabalho da Faz. Vale do Boi em: www.valedoboi.com.br
Mais informações sobre o evento em : www.sbmaonline.org.br